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Author Topic: Gravidez tardia e o exercício da maternidade  (Read 3378 times)
cas
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"Bons amigos são bons para sua saúde."


« on: February 13, 2009, 01:51:47 PM »


“Hoje tenho filhos biológicos, de 2 e 6 anos, mas também apresentei dificuldade pra engravidar. Quando tinha 36 anos fui a 5 médicos e a resposta foi unânime: você só engravidará se fizer tratamento. Ainda mais nessa idade!! Relutei à idéia, achava que seria melhor adotar. Enquanto pensava, meu casamento acabou. Aos 39, conheci meu atual marido e aos 40 engravidei naturalmente. Ouvi tudo o que foi comentário negativo ao fato de eu estar grávida do primeiro filho naquela idade. Mas, a despeito de tudo, correu tudo maravilhosamente bem. Certa de que devia tentar outro filho, fui deixando rolar, embora todos me olhassem com desconfiança e certa pena, por estar iludida com essa possibilidade. Com 43 anos, engravidei naturalmente mais uma vez e a alegria da gestação e do filho saudável se repetiu”


“Acabei de voltar da licença-maternidade do meu segundo bebê, prestes a completar 44 anos. Deixo minha mensagem para continuar a dar força para as tentantes mais maduras. Após 3 anos de tentativas (3 FIV, 1 IA), engravidei do Alê (hoje com 2 anos) naturalmente, aos 41 anos. Cinco meses depois do nascimento do nosso nenem, meu ex-marido (estava casada há 7 anos) nos deixou. Foi uma fase terrível, mas não deixei a peteca cair, apesar da tremenda depressão pós-parto. Sete meses depois do abandono conheci uma pessoa linda, que me conquistou tratando o Alê como seu próprio filho. Dele, engravidei na primeira vez que fizemos amor sem camisinha, para minha surpresa, aos 43 anos!! Ele não tinha filhos e hoje temos dois bebês lindos e acima de tudo saudáveis! Fases difíceis existem para nos deixar mais fortes.O importante é nunca perdermos a fé, e plantarmos sementes boas. Não importa em qual solo germinarão, mas os frutos virão, com certeza!”



Recebi essas duas maravilhosas mensagens da Lígia e da Cris, respectivamente. Elas são apenas um pequeno exemplo de como a vida é mesmo fantástica.

"A despeito de todos prognósticos da medicina reprodutiva, essas mulheres engravidaram naturalmente, após os 40 anos, quando a natureza quis. Isso me fez refletir o quanto essa história de relógio biológico é relativa e, ao mesmo, o quanto ela nos deixa neuróticas. É comum observarmos pessoas mais aflitas com a idade que vai avançando e, conseqüentemente, com a queda natural da fertilidade, do que com o real desejo de ter filhos.

Muitas vezes, essa vontade de ter filhos se confunde (ou se associa) a uma vontade de “querer provar que eu posso ter filhos”. Seria uma espécie de auto-afirmação do nosso poder de fêmeas-geradoras. E toda a busca fica focada mais no desejo de gravidez, de poder exibir a imensa barriga, do que na maternidade em si. São muitas as mulheres que me escrevem relatando esses desejos ambíguos e que se cruzam a todo momento. Relatam o quanto se sentiram plenas durante a gravidez, orgulhosas de suas barrigas, e, depois do parto, vivenciaram o choque de ter um bebê nos braços e, então, aprender a exercer a maternagem, ou seja, os cuidados materiais e biológico com os filhos.

Não devemos confundir maternidade com maternagem. Maternidade é algo muito mais amplo, é um espaço de acolhimento, que não precisa estar atrelada a um só pessoa e muito menos a um filho bilógico. A função materna pode ser exercida por todos para os quais nossa presença no mundo é significativa, é a garantia de que somos recebidos e aceitos, de que este mundo pode ser nossa casa, nosso abrigo, nosso berço e nosso colo. Logo, maternidade não é coisa só de mulher. É coisa de quem ama e quer ser amado, de quem cuida e quer ser cuidado e assim por diante. Podemos exercê-la no dia a dia com a nossa família, com nossos amigos e até mesmo com aquela pessoa que a gente nem conhece, mas que, de repente, surge na nossa frente precisando de ajuda."

Foi o caso hoje de uma velhinha que tropeçou na calçada, bem em frente ao meu prédio, no momento em que eu e meu marido chegávamos em casa. De tão assustada com o tombo, ela tremia e não conseguia se lembrar do telefone da sua casa. Parecia uma criança indefesa, assustada. Colocamos ela para dentro de casa, demos água com açúcar, fizemos curativo no joelho que sangrava um pouco e eu fiquei segurando a sua mão e conversando com ela. Aos poucos, ela foi se acalmando, lembrou-se do endereço e meu marido foi levá-la em casa porque eu tinha outro compromisso. Ao vê-la se afastando, percebi que estava tomada por um imenso sentimento de maternidade. Eu me sentia mãe daquela idosa e, ao mesmo tempo, sua filha e sua neta. Foi emocionante!

Penso que se esse conceito de maternidade, que se traduz pelo cuidado com o outro, fosse mais difundido, até mesmo o casamento teria mais "qualidade de vida". Desculpe-me o atalho, ou seja, mudar de um assunto para outro tão repentinamente. Mas precisava de um gancho para comentar uma outra questão abordada nas mensagens acima: o fim do casamento após a dificuldade de gravidez. Isso é mais comum do que a gente pensa. Nesses meus sete de anos de colunista da área da reprodução, observo esse fato freqüentemente. Venhamos e convenhamos: enfrentar o drama da infertilidade é um osso duro de roer para qualquer casal, por mais unidos e amorosos que sejam. Mas, quando o casamento já está frágil, a situação pode representar a última pá de cal que faltava para enterrar de vez o relacionamento.

Por isso, é fundamental o diálogo, a troca de sentimentos, o cuidado um com o outro. Definitivamente, essa é uma dor que precisa ser dividida com o parceiro, não dá para vivê-la sozinha. E se não encontramos esse aconchego no outro, é um bom momento para reavaliar a relação. É claro que haverá momentos em que, por mais que o outro esteja disponível, pronto para dar colo, nossa vontade é mesmo de ficar só e, de preferência, desaparecer do mundo. Lembram do pó mágico da Emília, do Sítio do Pica Pau Amarelo? Em certas situações, não dá vontade de ter um pouquinho dele, falar "pirlimpimpim" e sumir? Mas já que não temos o pó mágico, desejo que todas nós possamos exercer a maternidade no nosso dia-a-dia, sem o medo da entrega, da decepção. E, como já dizia o poeta Thiago de Mello, que possamos confiar no outro como um menino confia em outro menino."

por Claudia Collucci - 15/12/2007

Claudia Collucci, Jornalista da Folha de S.Paulo, mestre em história da ciência pela PUC de São Paulo, autora dos livros ("Quero Ser Mãe", editora Palavra Mágica, e "Por Que a Gravidez Não Vem?", editora Atheneu).

Blog "Quero Ser Mãe": http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/arch2008-03-01_2008-03-31.html
Livro: "Quero Ser Mãe" - O livro conta histórias reais de 30 mulheres que fizeram fertilização artificial em razão de diversos problemas.
Livro: "Por Que a Gravidez Não Vem?" - Esclarecimentos sobre infertilidade conjugal a partir de dúvidas de quem vive o problema
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Cas
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« Reply #1 on: February 13, 2009, 01:53:39 PM »

Meninas, amei este texto... !!

"Maternidade é algo muito mais amplo, é um espaço de acolhimento, que não precisa estar atrelada a um só pessoa e muito menos a um filho biológico."

Quao profunda e verdadeira eh esta frase da Claudia ! Espero que possamos refletir seriamente sobre isso e viver plenamente com o que somos e temos, sem deixar de querermos ser maes (biologicas ou do coracao)...apenas colocar este desejo no devido lugar e ser felizes sempre!

abracos com carinho, Cas
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Cas
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« Reply #2 on: February 20, 2009, 07:52:05 PM »

Cas, o texto é interessante, porém tenho minhas ressalvas, rs.

Primeiro, é claro que exceções existem, mas como o nome diz, são "exceções", e não o natural da coisa. Infelizmente, gravidez natural aos 40 anos ou mais, não é uma coisa, digamos, comum. ""A despeito de todos prognósticos da medicina reprodutiva, essas mulheres engravidaram naturalmente, após os 40 anos, quando a natureza quis. Isso me fez refletir o quanto essa história de relógio biológico é relativa e, ao mesmo, o quanto ela nos deixa neuróticas. É comum observarmos pessoas mais aflitas com a idade que vai avançando e, conseqüentemente, com a queda natural da fertilidade, do que com o real desejo de ter filhos." Me preocupa um pouco este tipo de afirmação da autora, pois achar que isto é comum ou natural, pode dar "falsas esperanças" em alguns casos...

Na verdade, não concordo com mta coisa que ela disse, não sei... talvez seja pq elas não se aplicam a mim.

Qdo digo que quero engravidar, ter um fiho, digo exatamente isso! Que desejo ser mãe em tds as concepções! Desde a "barriguinha" até a eterna criação! (sim pq, não importa a idade do filho - mãe é mãe! Está sempre cuidando! rs.). É assim que penso.

As perguntas que ela citou acima, me faço praticamente tds os dias e é exatamente por faze-las, por pensar com lógica e prudencia é que não tentei engravidar ainda.

Desculpe a autora, mas achei mto pejorativo esta parte: "Muitas vezes, essa vontade de ter filhos se confunde (ou se associa) a uma vontade de “querer provar que eu posso ter filhos”. Seria uma espécie de auto-afirmação do nosso poder de fêmeas-geradoras. E toda a busca fica focada mais no desejo de gravidez, de poder exibir a imensa barriga, do que na maternidade em si." Como assim? Somos mulheres adultas e não crianças brincando de bonecas! Isso - e eu digo por mim - realmente não tem nada a ver comigo, pois sei bem o que quero e qdo digo que realmente quero ser mãe, sei exatamente o que estou falando!

Sinceramente não acredito que sentimentos como esse possam passar pela cabeça de mulheres que estão desesperadamente tentando engravidar! Acredito sim, que talvez isto aconteça com aquelas que engravidam e nem sabem pq e como... tipo aquelas "mães" que amaldiçoam seus filhos, jogam no rio, deixam nos sinais... essas sim, mas as que realmente lutam a cada dia p/terem seu bebê, não creio nesta possibilidade de tais pensamentos e ideias absurdas como essa fazerem parte delas.

Não sei a história de vida da autora, mas lendo textos com esses dizeres, me parece que ela não passou pelo tormento de se tentar ser mãe, sim, pq só tenta quem não consegue. Quem consegue ser mãe de primeira, simplesmente o é.

Nunca passei pela "tentantiva", mas compactuo com a dor de quem tenta ou já tentou. Sou mto sensível a ela. Talvez por isso, esta parte deste artigo tenha me atingido. Imagino p/quem está na luta...

A Claudia tem artigos maravilhosos e a parte da "velhinha" realmente me emocionou mto e concordo mto com ela. Porém, esta parte, digamos, com um fundo pejorativo, na minha opinião, ela perdeu a bela oportunidade de ficar calada...

BjÔ   
« Last Edit: February 21, 2009, 07:32:06 PM by By@RJ » Logged

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« Reply #3 on: February 28, 2009, 07:08:07 PM »

Cas, o texto é interessante, porém tenho minhas ressalvas, rs.

Bia, so hoje vi... escrevi ai embaixo, ok ... el coloridinho Wink Cas

Primeiro, é claro que exceções existem, mas como o nome diz, são "exceções", e não o natural da coisa. Infelizmente, gravidez natural aos 40 anos ou mais, não é uma coisa, digamos, comum. ""A despeito de todos prognósticos da medicina reprodutiva, essas mulheres engravidaram naturalmente, após os 40 anos, quando a natureza quis. Isso me fez refletir o quanto essa história de relógio biológico é relativa e, ao mesmo, o quanto ela nos deixa neuróticas. É comum observarmos pessoas mais aflitas com a idade que vai avançando e, conseqüentemente, com a queda natural da fertilidade, do que com o real desejo de ter filhos." Me preocupa um pouco este tipo de afirmação da autora, pois achar que isto é comum ou natural, pode dar "falsas esperanças" em alguns casos...

Entao, Bia... aqui gravidez aos 40 eh normal sim  Smiley Tenho pelo menos 4 amigas reais aqui que engravidaram apos os 40 anos naturalmente (uma aos 40, duas aos 42 e uma aos 43 anos) do primeiro filho (3) e segundo (1). No BR, tenho mais tres amigas (uma de infancia) que engravidaram aos 40 e 41 respectivamente. Todas elas fizeram carreira, e casaram mais tarde e um dia o relogio biologico apitou... Conheco outras mulheres (aqui e ai) no entanto, que a pressao era mais da sociedade, da cultura de procriar, de ser genitora do que realmente o desejo de ser mae... muuto mais comum do que mesma imaginava.
Ao meu ver falsas esperancas nao podem ser dadas, porque cada caso eh um caso... assim como tantas mulheres engravidam naturalmente e sem tratamento apos adotarem, apos viajarem e tirarem a cabeca da obcessao (que muitas vezes existe sim) de ter um filho... outras nao vao engravidar por livre escolha. Aquele veho ditado: nao eh porque aconteceu comigo que vai dar certo para outra pessoa!


Na verdade, não concordo com mta coisa que ela disse, não sei... talvez seja pq elas não se aplicam a mim.

Qdo digo que quero engravidar, ter um fiho, digo exatamente isso! Que desejo ser mãe em tds as concepções! Desde a "barriguinha" até a eterna criação! (sim pq, não importa a idade do filho - mãe é mãe! Está sempre cuidando! rs.). É assim que penso.
Pura verdade, mae eh para sempre nao importa se o filho tem 4 ou 40 anos. Mas, nem todas as mulheres querem um filho apenas para serem maes. Este eh o meu/seu desejo... infelizmente vemos muitas disparidades neste mundo afora.

As perguntas que ela citou acima, me faço praticamente tds os dias e é exatamente por faze-las, por pensar com lógica e prudencia é que não tentei engravidar ainda.

Desculpe a autora, mas achei mto pejorativo esta parte: "Muitas vezes, essa vontade de ter filhos se confunde (ou se associa) a uma vontade de “querer provar que eu posso ter filhos”. Seria uma espécie de auto-afirmação do nosso poder de fêmeas-geradoras. E toda a busca fica focada mais no desejo de gravidez, de poder exibir a imensa barriga, do que na maternidade em si." Como assim? Somos mulheres adultas e não crianças brincando de bonecas! Isso - e eu digo por mim - realmente não tem nada a ver comigo, pois sei bem o que quero e qdo digo que realmente quero ser mãe, sei exatamente o que estou falando!

A vontade de provar que se pode ter filhos eh real. Lembra-se daquele casal indiano e tantos outros ? O fato de nao ter filhos - nao o desejo na verdade de serem pais - sempre foi um peso social para estes casais. Na verdade, vejo este sentimento puramente humano e normal. Fomos feitos em parte para procriar... quando isto nao se cumpre a cobranca vem primeiramente de nos mesmas (e muitas vezes horrivelmente do parceiro) e da sociedade. Nao e a toa que a mulher infertil (mais no passado do que hoje) sempre foi vista como amarga e extremamente severa. Nao poder engravidar - por qualquer que seja a razao - ainda gera muito preconceito, o que eu particularmente acho medonho. E o que dizer das mulheres e/ou casais que optaram por nao ter filhos, de cabeca feita ? Sao vistos como 'diferentes', de que talvez o 'casamento nao va bem', de que 'algo falta a eles'.
Muitas e inumeras mulheres que ainda nao foram maes, se sentem mais femeas sim ao exibir a barriga... como se fossemos feitas somente para parir e nada mais. Ha excecoes sem duvida. Mas, isto eh uma discussao ampla - feminilidade esta intrisecamente ligada a poder de procriar na sociedade... que eu particularmente nao concordo.


Sinceramente não acredito que sentimentos como esse possam passar pela cabeça de mulheres que estão desesperadamente tentando engravidar! Acredito sim, que talvez isto aconteça com aquelas que engravidam e nem sabem pq e como... tipo aquelas "mães" que amaldiçoam seus filhos, jogam no rio, deixam nos sinais... essas sim, mas as que realmente lutam a cada dia p/terem seu bebê, não creio nesta possibilidade de tais pensamentos e ideias absurdas como essa fazerem parte delas.

kkk, pode sim querida e acontece mais do que pensamos... e mais uma vez acho extremamente normal, nao vejo nada de errado nisto. O fato de querer engravidar a todo custo nao nos faz diferentes das demais mulheres, apenas alguma vezes com uma percepcao diferente da vida. Em grupos de ajuda para mulheres (grupos reais, nao virtual - mas acontece tambem nestes) este eh um dos assuntos muito abordados por aquelas que nao engravidaram ainda. Mulheres que almejam o filho, mas querem sim exibir a barriga como trofeu - dizendo ao mundo consegui engravidar, vou parir e faco parte do rol das que teem filhos. Eh inerente ao ser humano, nao vejo nada anormal nisto. Quem tenta engravidar desesperadamente, nao eh mais ou menos do que aquela que engravida rapidamente. Vejo tudo isso de forma muito tranquila... e coerente. Afinal, quem tenta por anos ou meses engravidar quer mostrar a todos que aconteceu tambem 'comigo' !! Que tipo de mae, sta gestante sera? So o tempo dira, alias isto se aplica a cada uma de nos. O desejo de se mae, nao nos faz sermos boas ou mas maes... a coisa eh bem mais complexa !

Não sei a história de vida da autora, mas lendo textos com esses dizeres, me parece que ela não passou pelo tormento de se tentar ser mãe, sim, pq só tenta quem não consegue. Quem consegue ser mãe de primeira, simplesmente o é.

Leia sim a historia da Claudia - muita mais interessante e sofrida do que pensamos - nao a toa eh um dos blogs mais visitados em termos de infertilidade no BR (apos ser um das paginas mais lidas da Folha quando esta estava funcionando). Ela que ja passou por dissabores muito maiores as vezes do que o nosso: desde abortos, FIV's frustradas, mil tratamentos e afins... continua na luta sem amargor e ajudando inumeras mulheres a trilharem o mesmo caminho.

Nunca passei pela "tentantiva", mas compactuo com a dor de quem tenta ou já tentou. Sou mto sensível a ela. Talvez por isso, esta parte deste artigo tenha me atingido. Imagino p/quem está na luta...

A Claudia tem artigos maravilhosos e a parte da "velhinha" realmente me emocionou mto e concordo mto com ela. Porém, esta parte, digamos, com um fundo pejorativo, na minha opinião, ela perdeu a bela oportunidade de ficar calada...

Na minha opiniao, pejorativo seria fazer de conta que tudo isto nao acontece... de que as mulheres que sofrem de infertilidade nao padecem dos mesmos sentimentos que a grande maioria do mundo feminino tem tambem. Acho que temos que aprender a lidar com toda gama de emocoes que nos cercam, mesmo aquelas que a primeira impressao nos chocam. Ser humano eh ser humano - somos passiveis de tudo nesta vida  Grin


BjÔ   


beijo enorme querida, Cas
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« Reply #4 on: February 28, 2009, 10:49:14 PM »

Oi Cas!

Li td o que vc escreveu e vejo que realmente temos algumas opiniões opostas neste caso. Mas, td bem, o que seria do vermelho se tds gostassem do azul? hahahahahahahaha Grin

Acredito que o bom seja isso mesmo. Várias opiniões p/se pensar a respeito. Falando em pensar, tenho minha opinião sim, mas sou aberta a novas ideias e é claro que vou analisar mais as coisas que vc escreveu. Wink

Quem sabe, no dia em que passar por isso, digo, em ser mãe (espero que naturalmente, rs), eu consiga enxergar as coisas com mais clareza? Às vezes temos uma visão miope das coisas na vida pelo simples fato de não conhecê-las direito. Não sei se este é meu caso, ou se é apenas minha opinião mesmo.

Tem coisas que só passando por elas p/poder entndê-las. Vamos ver.

BjÔ p/vc  Kiss
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« Reply #5 on: March 02, 2009, 01:36:10 AM »

O bom de opinioes opostas, diferentes eh que aprendemos sempre - falo de mim viu ! Gosto de ver/ler/escutar opinioes bem colocadas, coerentes e diferentes da minha. O mundo eh tao amplo nao eh mesmo ? E quando ha respeito, a opiniao diferente e contraposta a nossa vira uma discussao saudavel e enriquecedora !

Mas, olha so, a minha opiniao eh pelo que ja vivi - nao exatamente a de ser mae - mas como profissional e "escutadora" de mulheres, kkk Assim como a sua eh pela sua vivencia de vida tambem.

Nao acredito que ha certo ou errado neste quesito - digo nossas opinioes em relacao a este artigo da Claudia. Creio que sao pareceres. Mas, lendo novamente o que escreveste da primeira vez... pode sim ser possivel que este artigo dela em questao possa ter ofendido ou magoado algumas mulheres que nunca ouvirao nada parecido... ta vendo algo para se pensar  Wink falo de mim.

abracao querida, Cas




Oi Cas!

Li td o que vc escreveu e vejo que realmente temos algumas opiniões opostas neste caso. Mas, td bem, o que seria do vermelho se tds gostassem do azul? hahahahahahahaha Grin

Acredito que o bom seja isso mesmo. Várias opiniões p/se pensar a respeito. Falando em pensar, tenho minha opinião sim, mas sou aberta a novas ideias e é claro que vou analisar mais as coisas que vc escreveu. Wink

Quem sabe, no dia em que passar por isso, digo, em ser mãe (espero que naturalmente, rs), eu consiga enxergar as coisas com mais clareza? Às vezes temos uma visão miope das coisas na vida pelo simples fato de não conhecê-las direito. Não sei se este é meu caso, ou se é apenas minha opinião mesmo.

Tem coisas que só passando por elas p/poder entndê-las. Vamos ver.

BjÔ p/vc  Kiss

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« Reply #6 on: March 03, 2009, 01:19:38 PM »

Esse forum esta me fazendo pensar em várias coisas, as quais nao tinha me dado conta. Sou casada a cinco anos e meu marido tem tres filhos de um primeiro casamento. Esses meninos (que hj tem 18, 17 e 15 anos) moram comigo desde que eu casei. Ficaram com meu marido quando ele se separou (eles tinham 9, 8 e 6). E eu os assumi, não como mãe, mas como uma amiga. Tanto que eles me tratam pelo meu nome, sem nem mesmo me chamar de tia.
Bom, estou contando isso porque há três anos decidimos que eu poderia engravidar. Simplesmente parei de tomar anticoncepcional, fui a minha inecologista, fiz os exames de rotina e pronto. Nunca me preocupei se a menstruação vinha ou nao. E o tempo foi passando e eu me ocupando com diversas atividades e viagens. Sempre estou programando uma viagem. Assim, nunca me preocupei com o fato de nao estar conseguindo engravidar. Só que o tempo passa. Tenho 34 anos. E resolvi que estava na hora de investigar o fato de nao ter engravidado. Foi quando descobri a endometriose. Nunca senti nenhuma colica, nada. Nunca perdi um dia de trabalho ou de diversao por causa de colica. E a endometriose estava la, constatada em uma US. Foi diagnosticada em outubro/2008. So que eu estava com as malas prontas para viajar. Em novembro, tinha outra viagem marcada e eu ainda estava organizando uma festa para os 15 anos de minha enteada. Em dezembro, nao podia perder o show da Madonna. E veio o natal e o ano novo. Em janeiro, viagem novamente. Ai, decidi que a melhor época era antes do carnaval. Fiz a video e a medica passou o tratamento: tres injeçoes de zoladex 3.6. Tomei a primeira no dia seguinte a video. Na próxima semana, vou tomar a segunda. Depois da terceira, ela me deu 6 meses para tentar engravidar naturalmente. Se nao acontecer, partir para FIV.
Mas, sinceramente, lendo os depoimentos colocados aqui, não tenho essa vontade desesperada de ter um filho. Meu pensamento é: se eu conseguir engravidar, vai ser maravilhoso. Se não conseguir, acredito que vou aceitar numa boa.
Mas acho que minha situaçao é diferente das te todas voces. O fato de ter os tres filhos do meu marido comigo, nao ter nenhum problema com eles, supre boa parte da maternidade. Tudo o que eles precisam é comigo. Sou eu que resolvo. Eu consegui estabelecer com eles uma amizade maravilhosa. E a amizade, o companheirismo é o que deve ser a base de todo relacionamento, inclusive mae e filho.
Mas vou fazer todo o tratamento. Mantendo a tranquilidade e o que vier, vai ser como Deus quer, porque não peço nada além disso.
Beijo a todas. Kiss
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« Reply #7 on: March 06, 2009, 10:47:17 PM »

Oi Nathalie! Poxa, mto interessante esta sua colocação e sua história tb! Pensando no que a Cas falou, e até uma parte do artigo da Claudia, vc já exerce a maternidade mto antes de tentar ser mãe! Smiley Mto bacana isso de vc ter assumido de cara de coração, não apenas um, mas três filhos do seu marido! E com idades mto próximas! rs.

É isso mesmo, cada uma de nós tem uma história, uma passagem, uma mensagem! Desejo td de bom p/vc! Smiley

Cas, "escutadora de mulheres" foi td de bom! hahahahahahahaha Grin E não é que somos mesmo? rs. Aliás, no meu caso, sou "escutadora" e "faladeira", pq tb desabafo bastante! hahahahahahahahahahahaha Tongue

BjÔ p/vcs meninas!  Kiss
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