Infecção urinária durante a gravidez

(1/1)

cas:
Bactérias que vivem no corpo são responsáveis pela infecção mais recorrente nas grávidas

por Patrícia Cerqueira

"A infecção bacteriana mais comum na gestação é a urinária. Atinge de 10% a 12% das grávidas e precisa ser tratada rapidamente. “Há risco para a vida da mãe e do bebê e também de parto prematuro”, afirma o obstetra e ginecologista Marcelo Corrêa da Costa.

O problema é comum porque o próprio corpo da mulher abriga centenas de milhares de colônias da bactéria causadora da infecção. A Escherichia coli mora na vagina. Se ela fica apenas por ali, não há com o que se preocupar. Passa a incomodar quando sobe pela uretra, chega à bexiga e não é eliminada toda vez que a mulher vai ao banheiro. Pode acontecer porque os hormônios da gravidez relaxam os músculos da uretra, fazendo com que o fluxo da urina dos rins para a bexiga fique mais lento. E também por conta do crescimento do útero, que comprime o canal da uretra, dificultando a eliminação da urina.

Ao “estacionar” na bexiga, a colônia de bactérias irrita o local, provocando a infecção ou cistite.

“Os principais sintomas são ardência e dor ao urinar, além de urgência e freqüência aumentada para ir ao banheiro”, alerta o ginecologista Vicente Bagnoli.

As bactérias também podem irritar o útero. “Ele começa a se contrair, contrair, levando ao trabalho de parto prematuro”, diz Corrêa da Costa. Se os bichinhos chegam aos rins, a infecção, chamada de pielonefrite, oferece outro risco. Pode prejudicar o funcionamento do órgão até a sua paralisação. Os principais sintomas são febre, calafrios, dor lombar, náusea e vômito. O tratamento para esses casos é feito com antibióticos que não oferecem risco ao feto. Para Bagnoli, toda grávida deve fazer exame de urina tipo 1 (que verifica a presença das bactérias) a cada dois ou três meses.

Muita água
Apesar dos pedidos de atenção aos principais sintomas causados pela doença, existe um tipo de infecção urinária que não provoca sintomas aparentes. É a chamada de bacteriúria assintomática. Segundo Vicente Bagnoli, cerca de 30% desses casos podem virar cistite e em 50%, pielonefrite. Deve ser tratada assim que for percebida, mas dá para preveni-la. Beber muito líquido faz o xixi ficar mais “ágil”.

Além disso, procure urinar depois das relações sexuais. "

fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI3200-10566,00.html

cas:

"A infecção urinária é a mais freqüente na mulher e, provavelmente, na gestante. Entre os fatores que explicam este fato está o comprimento da uretra no trato urinário da mulher, de 3 cm no máximo, um tamanho muito discreto para poder promover alguma proteção.

“Na mulher grávida soma-se o fato de eliminar mais glicose pela urina, o que é normal”, explica Edílson Ogeda, ginecologista e obstetra do Hospital Samaritano. “Assim, a urina passa a ser o meio de cultura mais favorável ao aparecimento e proliferação de bactérias em qualquer momento da gravidez”, diz.

Entre os demais fatores que predispõem ao aparecimento da infecção urinária na gestante, estão as alterações hormonais e os fatores compressivos, com o aumento do volume do útero que dilata os ureteres, além da redução natural da imunidade da mulher na gravidez.

“Ao contrário da mulher não-grávida, a grávida muitas vezes não sente ardor ou queimação característicos da infecção urinária”, continua Ogeda. A infecção do trato urinário na gestante pode levar ao parto prematuro. “Às vezes descobrimos que ela está com infecção urinária porque entrou em trabalho de parto prematuro”, alerta o obstetra.

Solicitar uma cultura de urina é, portanto, essencial. Tal exame costuma ser repetido ao redor da 28ª semana, pois há um grupo de mulheres totalmente assintomáticas.

O tratamento da gestante é feito com antibióticos compatíveis com o seu estado, durante dez dias, que não causem danos a ela ou ao bebê. “É preciso tratar sempre a infecção urinária”, afirma Ogeda, “pois as complicações podem ser graves, inclusive levando a óbito, tanto a mãe como o bebê”. Uma dessas complicações é a pielonefrite, que afeta o trato urinário superior.

Complicações da infecção urinária

A pielonefrite é uma infecção grave, cujos sintomas são náuseas, vômitos, febre, urina turva com odor, calafrios e uma dor intensa na região lombar (rins). Nesses casos a gestante precisa ser internada para ser tratada com antibióticos intravenosos. Tal infecção está associada ao trabalho de parto prematuro e, como se não bastasse, a pielonefrite pode ainda levar a um quadro pior: o abcesso renal, cujo tratamento é cirúrgico.

“Os casos de infecção urinária não começam complicados”, afirma o obstetra, “mas podem se complicar no decorrer do processo - por isso não se pode desprezar este tipo de infecção”. Após o tratamento, a cultura de urina deve ser repetida para nova avaliação.

Beber muito líquido, no mínimo de 1 a 2 litros por dia, é uma boa forma de prevenir a infecção urinária. Entre as demais medidas que podem ser adotadas, estão:

• Ir ao banheiro com freqüência, principalmente após ter relação sexual;
• Ter uma higiene cuidadosa, sempre da frente para trás ou, de preferência, usar o chuveirinho;
• Tomar vitamina C, pois deixa a urina mais ácida e dificulta a proliferação de bactérias.

A maioria das infecções urinárias é causada pela bactéria Escherichia coli, que vive nos dejetos. Por isso, mulheres tanto com o intestino solto como preso, favorecem o aparecimento da infecção urinária devido à grande chance de contaminação."

fonte: http://www.samaritano.com.br/pt/area.asp?page=11&idpagina=558

Karla Teixeira:
Eu tive muita infecção urinária durante toda minha gestação, tratava com antibióticos, mas ela ia e voltava!
Minha bolsa rompeu aos 34 semanas de gestação e provavelmente foi por causa dela.
Hoje minha filha está com 10 meses e linda. Quando nasceu nao precisou de UTI e nem teve absolutamente nada!!!!

Mas a infecção urinária tem que cuidar.
Depois que ví aquela reportagem que a modelo morreu, fiquei até mais temerosa. :-\

Navigation

[0] Message Index