Mais informacao sobre a histerectomia - para miomas e endometriose

(1/1)

cas:
Tratamentos

No Brasil, a histerectomia é a intervenção ginecológica mais freqüente, perdendo somente para os partos, segundo Simone dos Reis Brandão da Silveira, ginecologista do Hospital Universitário da USP. Dados do SUS (Sistema Único de Saúde) informam que o país realizou, em 2003, 114 mil operações do gênero.

A erradicação total do órgão é o único tratamento que garante a eliminação definitiva dos miomas, mas outros três podem ser eficientes e são mais aplicados, embora não evitem a reincidência dos tumores:

1-medicação com hormônios que controlam o estradiol;
2- a miomectomia, cirurgia de retirada dos miomas,
3 - e a embolização, que consiste em entupir o vaso sangüíneo com micropartículas de PVA, substância derivada do petróleo, bloqueando a passagem de sangue que "alimenta" o tumor.

"A embolização usa um cateter, que é introduzido numa veia na virilha. Com o auxílio de um aparelho de imagem, a cânula busca os vasos que se quer fechar", explica Néstor Kisilevzky, cirurgião especialista em radiologia intervencionista e professor da Unicamp. Entre as vantagens do procedimento, Kisilevzky lista: "Não é invasivo, exige somente anestesia local e a incisão é de um milímetro, por isso a recuperação é rápida. Além disso, o procedimento trata do útero como um todo: em uma sessão mata todos os miomas, porque pega as duas principais artérias uterinas, que irrigam os tumores".

Descrita pela primeira vez em 1995, por uma equipe francesa, a técnica chegou ao Brasil no final dos anos 90, mas não é unanimidade entre os médicos. "Embolização não é prática corriqueira, é uma técnica em investigação, aplicada em caráter experimental. Ainda não se chegou a nenhuma conclusão sobre isso", diz o diretor do Pérola Byington. Os críticos dizem que o procedimento pode gerar necrose (morte) e a inevitável retirada do órgão. Tanto na miomectomia como na embolização, as chances de engravidar depois são de 30 a 40%.

A histerectomia costuma ser o último recurso dos médicos, quando os sintomas são muito fortes e não há desejo de engravidar. A cirurgia geralmente é feita pela vagina, a via de acesso mais fácil. "A vantagem é que o pós-operatório é mais curto, algumas pacientes nem percebem que foram operadas, já que os pontos ficam no colo uterino, no fundo da vagina", explica Simone da Silveira, ginecologista do Hospital Universitário da USP.

Um dos temores mais freqüentes de quem se submete à retirada total do útero é o perder a "feminilidade". "Muitas mulheres atribuem a feminilidade à questão da reprodução, o que é um preconceito. Não é o útero que determina isso", pondera a psicóloga Clara San Martin, 39, que passou por uma histerectomia em setembro do ano passado, por causa de miomas.

Quando os ovários são mantidos, como no caso da psicóloga, a mulher continua sentindo as mesmas reações anteriores à cirurgia, porque a quantidade de hormônios produzida permanece normal. Se os ovários são retirados e a paciente é jovem, é necessário fazer reposição hormonal. "A mulher pode inclusive continuar com tensão pré-menstrual, ela só não vai menstruar", diz Simone da Silveira.

Para a psicóloga Clara, a situação é até divertida. "Nos primeiros meses, ficava esperando e não vinha, comprava um monte de absorventes. Há dois meses comecei até a sentir um inchaço no seio quando minha filha vai ficar menstruada", conta Clara.

Os exames de prevenção também devem permanecer na agenda. "Se o colo do útero for preservado, o papanicolau deve ser anual. Se for retirado, o exame pode ser feito de três em três anos", diz a médica.

Apesar de rara, a histerectomia também pode ser indicada em casos de endometriose, quando esse tecido da parte interna do útero se desloca para para outras partes do corpo, gerando um processo inflamatório crônico que pode causar, além de dor, infertilidade. "Pacientes com dor insuportável, às vezes, se beneficiam desse procedimento", diz Caio Parente Barbosa, chefe da clínica ginecológica da Faculdade de Medicina do ABC."

trechos retirados do http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2004/saudedamulher/rf2504200409.shtml

cas:

"Uma em cada três mulheres tem seu útero removido. Alguns anos atrás, a RAND Corporation, um grupo de pesquisa sem fins lucrativos, encontrou justificativas questionáveis para pelo menos 25% daquelas histerectomias e nenhuma justificativa no todo para pelo menos 16%. Pouco mudou desde então.

A histerectomia cria tecido cicatricial que pode eventualmente causar obstrução intestinal. A perda do útero -- e do colo uterino, que freqüentemente é removido também -- pode reduzir o prazer sexual.

Além disso, os cirurgiões removem os ovários em aproximadamente metade de todas as histerectomias. Os ovários são a principal fonte do hormônio feminino estrogênio e do masculino androgênio das mulheres. Após a remoção dos ovários de uma mulher em pré-menopausa, a perda de estrogênio desencadeia sintomas prematuros de menopausa e claramente aumenta o risco de doença coronariana e osteoporose. Após a remoção dos ovários de qualquer mulher, a perda de androgênios pode contribuir com a redução do prazer sexual através da redução do desejo sexual.


As condições que mais freqüentemente levam à histerectomia incluem:
- fibroses ou tumores uterinos benignos;
- endometriose ou proliferação anormal do conteúdo uterino;
- prolapso uterino ou deslocamento do útero para baixo na vagina;
- e sangramento uterino disfuncional ou menstruação irregular ou profusa.

Há tratamentos para cada uma destas condições que podem freqüentemente fazer com que a cirurgia seja desnecessária:
- terapia anti-estrogênio para a fibrose (ou simplesmente esperar pela menopausa, quando os níveis de estrogênio naturalmente diminuem),
- drogas para endometriose,
- inserção de um aparelho removível para o prolapso;
- e terapia hormonal ou eliminação do conteúdo uterino para o sangramento disfuncional."

"Se você realmente precisar de uma histerectomia, geralmente seus ovários não deveriam ser removidos a menos que você tenha câncer de ovário ou de colo uterino.

(Entretanto, uma candidata à histerectomia cuja mãe ou irmã tiveram câncer de ovário pode desejar discutir a opção de remoção preventiva dos ovários com seu médico e possivelmente com um especialista em genética.)

Além disso, descubra se você é candidata para uma histerectomia "supracervical" ou vaginal, a abordagem supracervical preserva o colo uterino e ambas abordagens são menos invasivas que o procedimento abdominal aberto tradicional."

Fonte: http://www.geocities.com/quackwatch/crhcirurgia.html

cas:
IMPORTANTE: O artigo acima é de caráter informativo sobre o tema da histerectomia. Assim como em qualquer doença e tratamento, encontramos várias opiniões médicas ou leigas sobre este assunto tão delicado. Para maiores esclarecimentos consulte o seu médico pois é ele quem acompanha o seu caso.

By@RJ:
Mto legal o artigo Cas. Ano passado (2008), fui a uma palestra sobre "Miomas", que foi ministrada pelo dr. Marco Aurelio P.de Oliveira no CEPEM. Foi mto interessante e ele falou mta coisa que vc postou aí no artigo. Parabéns pela matéria! [;)]

BjÔ  :-*

Navigation

[0] Message Index