Forum Endometriose - 2012, 2013 & 2014
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Author Topic: Endometriose e cistite, infecção urinária etc.  (Read 31093 times)
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« on: November 23, 2006, 09:01:55 AM »

Um pedido da Susana: "Para quem apresenta problemas relacionados com cistite intersticial,
entrem em contato com a Susana. Ela é portuguesa. O e-mail dela é:
susanadias@megamail.pt  "
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« Reply #1 on: February 06, 2007, 09:11:33 PM »

Fonte: http://www.uro.com.br/faq_cist.htm

"É uma doença inflamatória vesical caracterizada pela frequência miccional elevada, urgência miccional e dor pélvica. Indivíduos com CI muitas vezes pensam que sua doença é de caráter psicológico e que as atribulações e estresses do dia-dia agravam a enfermidade. O diagnóstico pode demorar, pois tais sintomas se confundem, ainda mais no homem, com
outros sintomas comuns ao aparelho urinário baixo, na sigla americana genérica LUTS (Lower Urinary Tract Symptons). Ainda, muitas mulheres são tratadas como simples cistites e tomam inúmeras (e inúteis) doses de antibióticos e anticolinérgicos. Muitos homens sofrem desnecessárias operações de próstata e uretra por causa da CI.

As causas ainda não estão claras, mas apontam para substâncias " tóxicas " ácidas para a bexiga, contida nos alimentos e bebidas, que podem despertar nosso sistema imunológico contra a nossa própria bexiga. Outras teorias incluem o trauma cirúrgico, como por exemplo o descolamento uterino da bexiga nas histerectomias, pontos acidentais na bexiga, aderências peritoneais, radioetrapia, alergias, etc., ou seja, processos que vão gradualmente diminuindo a camada protetora da mucosa vesical (glicosaminaglicanas, uma espécie de verniz que cobre todo o interior da bexiga, protegendo a delicada mucosa vesical), deixando espaços descobertos, que se tornam suscetíveis aos agentes irritantes contidos em nossa alimentação normal.

Assim, uma das maneiras não medicamentosas de tratar a CI é a supressão da alguns alimentos, como os abaixo:

Alcachofra; Aspirina (tamponada ou não); Apricot; Anchovas; Aspartame; Banana; Bebidas Gaseificadas (todas, incluindo a água com gás); Bebidas Alcoólicas; Bebidas Cafeinadas; Café (mesmo com leite); Carnes defumadas; Caviar; Cebola (mesmo cozida); Chá (mate, verde, preto); Chocolate (chocolate branco pode); Fígado; Frutas, alimentos e sucos ácidos - todos proibidos - uva, maçã, limão, laranja, lima, lima-limão; pêra, carambola, acerola, morango, tomate, pêssego, nectarina, abacaxi, caju, goiaba, groselha, tangerina, fruta-do-conde ou fava; mexerica, etc.; Vinagre e Vinagre Balsãmico; Molhos industrializados para salada (Salad Dressings); Molhos de Soja; Tofu; iogurte; Adoçantes artificiais; Nozes; Maionese; Caldos industrializados (como aqueles vendidos em tabletes) que contenham glutamato monossódico; Ajinomoto; Gatorade e outros isotônicos; alimentos em conserva - todos; Ibuprofeno (antiinflamatório); Vinho branco e chardonay; Champagne; Mel; Molhos de macarrão que levem tomate ou outros conservantes; Couve-Manteiga; Brócolis; Salsa; Rabanete; Nabo branco; Passas; Ameixas; Sal de Fruta ENO e similares, Pimentas de qualquer tipo e nacionalidade; Pimentão de qualquer cor; etc.

Para se fazer uso dos alimentos acima é preciso neutralizar o pH ácido resultante, com alguma substância, no Brasil dispomos apenas do bicarbonato de sódio, mas esperamos novidades em breve."

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Cas
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« Reply #2 on: February 06, 2007, 09:13:27 PM »

Artigo traduzido e adaptado do e-mail da Interstitial Cystitis Association de nov/21/2005.

http://icresearch.umaryland.edu/
http://www.ichelp.org/welcome.html

"A Universidade de Maryland nos USA, no estado de Maryland, na Escola de Medicina estão conduzindo juntamente com o Instituto Nacional de Saúde dois estudos sobre CI.

O primeiro chama-se Eventos que Precedem a Cistite Intersticial - Events Preceding Interstitial Cystitis (EPIC) e procura desvendar as possíveis causas da CI. Para este estudo, eles estão recrutando pacientes mulheres com CI, que tenham sintomas por pelo menos 12 meses ou menos. Será feita a comparação destas pacientes com mulheres sem CI, recrutadas nacionalmente nos USA, e comparadas as características e eventos que acontecem antes do princípo da doença.

Adicionalmente, eles estarão iniciando outro estudo para investigar a hereditariedade da CI. Este estudo chama-se Maryland Genetics of Interstitial Cystitis (MaGIC).

Você sabia que membros de familiares de pacientes com CI, possuem 17 vezes de ocorrência em CI do que a maioria da população geral?

Além disso, gêmeos idênticos de pacientes com CI tem um maior risco de terem CI, do que gêmeos fraternais. Esses dois fatos são consistentes com algumas famílias que passam a suscetibilidade dos genes da CI de uma geração para outra geração. Por isso eles estão trabalhando com médicos especialistas em genética para descobrir este gene(s).

Para este estudo, estão recrutando pacientes com CI que tenham um parente de sangue com CI ou sintomas de CI."

Esperemos que ajudem todos os pacientes de CI, bjs com carinho para todos vocês !
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Cas
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« Reply #3 on: February 06, 2007, 09:16:50 PM »

Artigo retirado do site http://guiadosexo.uol.com.br/artigos/cistite_1.htm
escrito por Dr.Cálide Soares Gomes

"O trato urinário, formado pelos rins, pelve renal, ureteres, bexiga, próstata e uretra é um importante alvo de invasão de microorganismos.
A infecção do trato urinário (ITU) em mulheres em idade reprodutiva é a Segunda mais comum, perdendo apenas para a gripe. A maioria dessas infecções não atingem os rins, permanecendo confinadas à bexiga (cistite).

Nos Estados Unidos, por ano, 8 a 10 milhões de pessoas, mulheres em sua maioria, procuram médicos por sintomas relacionados à ITU. Este texto abordará apenas a cistite aguda bacteriana na mulher, que é, disparadamente, a ITU mais comum.

Cistite aguda bacteriana é a invasão da bexiga por bactérias e a sua conseqüente inflamação. Considera-se episódica quando ocorre até três vezes em um ano e recorrente quando ocorre mais de três vezes em um ano. Em média, 10 a 20% de todas as mulheres desenvolverão uma ITU em alguma época de suas vidas.

As mulheres têm 30 vezes mais cistite que os homens, principalmente por terem a uretra mais curta (8 cm) comparada com a uretra masculina (22 cm). Cerca de 4 em cada 5 mulheres que têm ITU, desenvolverão outro episódio infeccioso em 18 meses. Sua freqüência é maior em mulheres sexualmente ativas dos 15 aos 50 anos de idade, mas pode ocorrer em mulheres sexualmente inativas e até em meninas."   

Normalmente, a urina da bexiga é estéril e as bactérias que conseguem vencer os mecanismos naturais de proteção e chegar à bexiga são expulsas pela micção.

O ato de urinar é um dos mais importantes mecanismos de defesa contra a proliferação das bactérias que invadem a bexiga, pois estas são eliminadas à micção.

Se as bactérias multiplicarem-se mais rapidamente que a capacidade da bexiga em expulsá-las pela micção, a infecção acontece. As principais bactérias causadoras da cistite são a Escherichia coli e o Staphylococcus saprophyticus, habitualmente presentes na flora intestinal e da região em torno da uretra (periuretral), do vestíbulo vaginal (parte externa da vagina) e ao redor do ânus.

A principal maneira como estas bactérias chegam à bexiga é por via ascendente, ou seja, as bactérias da própria paciente "sobem" desde a região periuretral, vagina ou ânus até a bexiga.

As mulheres desenvolvem cistite mais facilmente que os homens porque têm a uretra mais curta; pela menor distância a ser percorrida pelas bactérias, desde a região periuretral até a bexiga e pela proximidade entre o ânus e a região periuretral.

Alguns fatores, isolada ou conjuntamente, são necessários para que ocorra a infecção da bexiga:

1-Colonização periuretral pelos microorganismos provenientes da flora intestinal por fatores como defecação, sudorese e higiene pessoal inadequada.

2-Fatores relacionados ao modo como certas bactérias se aderem à região periuretral.

3-O intercurso sexual é um dos fatores mais importantes da cistite em mulheres, pois, através dos movimentos de penetração, facilita a introdução de bactérias da região periuretral até a bexiga.

4-Os fatores naturais de proteção tais como a acidez natural da urina, o muco vesical e a secreção local de imunoglobulinas precisam ser sobrepujados para que ocorra a infecção.existem muitos outros fatores de risco contribuem para o desenvolvimento da cistite:

1-Alterações da imunidade geral e local da região periuretral e da bexiga.
2-Diabetes.
3-Banhos de imersão.
4-Certos antibióticos que destroem temporariamente a flora bacteriana protetora, que compete com a Escherichia coli e outros microorganismos implicados na cistite.
5-Alergia a componentes usados em produtos de higiene íntima tais como sabonetes, cremes, loções, óleos, sais para banho etc.
6-Anormalidades obstrutivas ou estruturais do trato urinário como fístulas, cistocele, divertículo da uretra, tumores, estreitamentos, cálculos etc
7-Gravidez, onde o risco para o desenvolvimento de cistite é dobrado.
8-Menopausa.
9-Uso de sonda uretral ou instrumentação das vias urinárias.
10-Atividade sexual freqüente aumenta o risco de cistite. Cerca de 80% dos casos ocorrem nas 24 horas que se seguem ao coito. Um súbito aumento da freqüência da atividade sexual aumenta o risco de cistite, especialmente se a mulher usar diafragma. Mulheres que se relacionam sexualmente pela primeira vez ou que o fazem intensa e freqüentemente, especialmente após um período longo de abstinência, podem desenvolver cistite. Esses casos são chamados de "cistite da lua-de-mel". Preservativos não-lubrificados traumatizam as paredes vaginais e aumentam o risco de cistite.

A cistite aguda bacteriana costuma ser bastante incômoda e, não raro, faz com que a paciente procure ajuda médica prontamente. O quadro clínico é bastante característico, embora não seja exclusivo.

Os sintomas predominantes são: disúria (micção dolorosa, ardência ou queimação uretral ao urinar), polaciúria (micção freqüente, em pequenas quantidades e em curtos intervalos), urgência miccional (desejo forte, repentino e urgente de urinar), dor hipogástrica (região da bexiga, acima do púbis), hematúria (urina sangüinolenta).

Febre é ocorrência rara. Pode haver apenas um, alguns ou todos os sintomas descritos. Os sintomas da cistite aguda bacteriana no homem são os mesmos, embora sua ocorrência seja rara no sexo masculino.

O diagnóstico da cistite bacteriana aguda é feito pela história clínica, pelos sintomas característicos e por análise laboratoriais. As mais importantes são o exame comum de urina e a cultura de urina ou urocultura, que demonstrará o tipo e quantidade de colônias da bactéria infectante. A amostra de urina deverá ser obtida após meticulosa higiene da genitália e subseqüente coleta de uma porção de urina do jato urinário médio, ou seja, despreza-se a primeira e a última parte do jato urinário.

Exames de imagem como ultra-sonografias e radiografias raramente são necessários para o diagnóstico da cistite aguda bacteriana.   

O tratamento da cistite aguda bacteriana visa aliviar o desconforto causado pela inflamação da bexiga e erradicar as bactérias causadoras, impedindo sua perpetuação ou ascensão até os rins, provocando uma infecção muito mais séria.

Alguns casos leves podem resolver-se espontaneamente, embora recomende-se seu tratamento específico para evitar riscos como a propagação da infecção até os rins.

A maioria dos casos pode ser tratada ambulatorialmente, sem necessidade de internação hospitalar.

Como medidas gerais, recomenda-se ingestão abundante de líquidos (2 a 4 litros/dia) para aumentar a diurese e diluir a população bacteriana, bem como micções completas e repetidas para esvaziar a bexiga; evitar ingestão de bebidas irritantes para a bexiga como álcool, refrigerantes e café; abstinência sexual enquanto durar a fase aguda; higiene genital e perineal meticulosas; visitar o ginecologista para tratar possíveis corrimentos ou inflamações vaginais concomitantes. O emprego de antiespasmódicos, analgésicos e/ou antinflamatórios ajuda a aliviar os sintomas incômodos.

O principal item do tratamento é o uso de antibióticos específicos para a erradicação das bactérias infectantes.

Muitas vezes se escolhe o antibiótico empiricamente, antes do resultado da cultura de urina, visto que grande parte das pacientes não tolera a espera pela chegada dos resultados dos exames; precisam ver-se livres, o quanto antes, dos incômodos sintomas da cistite aguda.

Em geral, o tratamento medicamentoso é bastante eficiente e consegue o alívio dos sintomas em 24 horas e a cura completa do episódio em mais alguns dias. Quando a cistite aguda é recorrente, naquelas pacientes em que o ato sexual for identificado como fator importante para sua ocorrência, o urologista poderá instituir tratamento preventivo prescrevendo o esvaziamento completo da bexiga após o coito e a ingestão de pequenas doses de antibióticos específicos, logo após o ato sexual.

A adoção de algumas medidas pode ajudar na prevenção da cistite aguda, principalmente nos casos recorrentes. Ei-las:

1-Tomar banho de chuveiro em vez de banho de imersão (banheira).

2-Lavar os genitais e períneo com água e sabonete após defecar ou urinar.

3-Fazer a higiene anal no sentido vagina-ânus, jamais no sentido ânus-vagina.

4-Evitar o uso de sprays, desodorantes, perfumes ou duchas íntimas.

5-Procurar o ginecologista aos primeiros sinais de corrimento ou inflamação vaginal.

6-Tratar a prisão de ventre, se houver.

7-Evitar o uso de calças apertadas (jeans); preferir o uso de roupa íntima de algodão.

8-Alimentar-se corretamente; ingerir frutas, verduras, legumes e outros alimentos ricos em fibras.

9-Beber muito líquido, para promover um aumento da diurese e conseqüente aumento da freqüência urinária, que ajuda a expulsar (lavar) bactérias da bexiga. Para tanto, quaisquer líquidos, exceto os irritantes para a bexiga, são indicados (água, água de coco, chás, sucos, refrescos etc.).

10-Evitar bebidas irritantes para a bexiga tais como café, álcool e refrigerantes.

11-Procurar obedecer os avisos de esvaziar a bexiga. Quando a vontade de urinar manifestar-se, evitar prender, segurar ou adiar a micção por muito tempo. Quanto mais tempo a urina com bactérias permanecer dentro da bexiga, mais tempo de multiplicar-se terão estas bactérias.

12-Antes do ato sexual, esvaziar parcialmente a bexiga. Deixar de 30 a 50% de sua capacidade para promover uma espécie de "almofada d’água" que amortecerá o impacto do pênis sobre a uretra e base da bexiga.

13-Urinar imediatamente após o coito, para esvaziar a bexiga e eliminar bactérias que possam ter sido introduzidas durante o ato sexual.

14-Fazer adequada higiene perineal e genital antes e após o ato sexual.

15-Evitar o uso de preservativos não-lubrificados.

16-Seguir as orientações do seu médico quanto ao tratamento de outras enfermidades existentes.A cistite aguda bacteriana, principalmente a recorrente, poderá ser importante aspecto comprometedor da qualidade de vida de um sem número de mulheres. Portanto, sua ocorrência merece pronto reconhecimento e adoção das medidas necessárias para seu combate. A participação do urologista é fundamental para o correto estabelecimento do diagnóstico, triagem dos casos que necessitam de acompanhamento e orientação especializadas, bem como para vigilância e prevenção das recidivas."
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Cas
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« Reply #4 on: February 06, 2007, 09:25:18 PM »

Fonte : http://www.drauziovarella.com.br/entrevistas/cistite.asp
por Paulo Ayrosa Galvão, que é médico nefrologista e faz parte do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo.

"Cistites são inflamações da bexiga, um dos órgãos das vias urinárias. Como se pode ver na imagem1, o sistema urinário humano é constituído pelos rins (órgão duplo com formato semelhante a um feijão), dois ureteres, canais que vão desembocar de um lado e do outro no interior da bexiga, uma espécie de bolsa onde fica armazenada a urina que é eliminada pela uretra.

Os rins são órgãos bastante irrigados. A artéria aorta que sai do coração divide-se nas artérias renais (em azul, está a veia cava) que mandam inúmeros ramos para dentro dos rins. É por causa dessa irrigação intensa que eles conseguem filtrar o sangue que volta para o coração.

As infecções podem acometer o trato urinário em qualquer altura. Dependendo da região em que se localizem, são chamadas de uretrites (na uretra), cistites (na bexiga urinária) ou pielonefrites (no parênquima renal). Na verdade, fica muito difícil fazer essa distinção, porque qualquer bactéria que penetre pela uretra tem acesso a todo o sistema urinário."

Sintomas e tratamento
Drauzio – Quais são os principais sintomas da cistite?

Paulo Ayrosa Galvão – O sintoma clássico da cistite é dor ou ardor para urinar e a necessidade freqüente de urinar eliminando apenas pequena quantidade em cada micção. Em alguns casos, o paciente pode urinar sangue ou apresentar dor na pélvis (parte baixa da barriga). A cistite, porém, pode ser absolutamente assintomática. Isso tem gerado intensa discussão a respeito da conveniência ou não de tratar esses pacientes.

Drauzio – Nos quadros clássicos de cistite, com dor e dificuldade de micção, é fácil diagnosticar e prescrever o tratamento. Quando a paciente é assintomática e os sinais de infecção aparecem num exame de urina de rotina, qual a conduta que se deve adotar?

Paulo Ayrosa Galvão – O tratamento da infecção urinária assintomática, também chamada de bacteriúria assintomática, é um assunto de extrema importância para ser discutido.

Mulheres grávidas e pacientes que serão submetidos à sondagem, a cateterismo das vias urinárias, devem ser tratados. Os outros, estamos autorizados a não tratar.
Na verdade, é um erro tratar a bacteriúria assintomática. Veja o que acontece se o indivíduo sem sintomas, que descobriu ser portador de infecção urinária por um exame de rotina, receber tratamento. Depois de duas ou três semanas com medicação, um novo exame apresentará resultado negativo. Dali a alguns meses, porém, a taxa de recolonização das bactérias pode voltar a crescer muito e ele será tratado de novo. Repetindo essa conduta, em pouco tempo, teremos criado uma bactéria altamente resistente que não responderá à ação dos medicamentos.

Pacientes assintomáticos devem ser informados que têm uma bactéria, aparentemente uma colonização delas, e que o uso de antibióticos, em vez de ajudar, pode prejudicá-los e muito. Eles precisam de orientação, acompanhamento e monitorização e não devem automedicar-se.

Drauzio – Como é dada essa orientação?

Paulo Ayrosa Galvão – Em geral, isso acontece com a mulher. O médico deve dizer-lhe que, apesar de assintomática, ela tem uma bactéria nas vias urinárias e que deve entrar em contato com ele se sentir dor ou ardor para urinar, febre ou mal-estar.
No caso do paciente idoso acamado e debilitado, a orientação é dada à família. Se ele apresentar febre, calafrios, rebaixamento do nível de consciência e ficar torporoso, o médico deve ser avisado logo porque a infecção pela bactéria pode estar dando sintomas. Enquanto não aparecerem esses eventos, não se introduz o tratamento para não criar bactérias ultra-resistentes que tornarão o quadro muito mais difícil e complicado.

Drauzio – Em que situações você indica uma avaliação do sistema urinário mais criteriosa depois de um episódio de cistite?

Paulo Ayrosa Galvão – O médico está autorizado a tratar a adolescente ou a mulher jovem com cistite sem recomendar a avaliação criteriosa. No entanto, dependendo do grau de ansiedade da paciente, pode-se prescrever um ultra-som das vias urinárias, exame não invasivo que permite verificar se existe alguma alteração anatômica.
Nos homens, a primeira infecção urinária e, nas mulheres, infecção urinária recidivante requerem investigação mais detalhada até para programar uma estratégia adequada de tratamento.

Prevenção da Cistite
Drauzio – Quais são os cuidados de higiene que especialmente as mulheres devem tomar para evitar essas infecções?

Paulo Ayrosa Galvão – Analisando os hábitos de higiene em mulheres com infecção urinária, tentou-se estabelecer quais favoreceriam o aparecimento das crises, mas não se conseguiu chegar a nenhuma conclusão consistente.

Portanto, o que se recomenda são cuidados básicos de higiene e evitar o uso de espermicidas. Mulheres com infecção urinária de repetição relacionadas com o ato sexual devem sempre urinar depois da relação.

Recomenda-se, também, que não deixem a urina parada na bexiga por muito tempo e procurem urinar com mais freqüência. É necessário também beber mais água para diluir a urina e lavar as vias urinárias.
No entanto, nada disso irá garantir que as infecções não ocorram. Parece que, nas mulheres com infecção urinária de repetição, a predisposição genética é um fator importante.   

Estresse
Drauzio – Há mulheres que relacionam estresse com infecção urinária. Isso procede?

Paulo Ayrosa Galvão – Não existe nenhum estudo consistente que estabeleça relação entre estresse e infecção urinária. Todavia, se não é causada por estresse, ela gera muito estresse. É incômodo ter cistite uma vez por mês ou a cada dois meses, com dor e desconforto, fazer exames e tratamento. A situação é tão desgastante que, quando a mulher jovem começa a ter cistite de repetição, uma das medidas que se tem mostrado eficaz é manter pequenas doses de antibióticos por semanas, às vezes por meses, como profilaxia. Embora seja uma proposta de tratamento de que nem sempre as mulheres gostam, parece que ajuda a reduzir o aparecimento e o número das infecções.

Duração do tratamento
Drauzio – O tratamento das infecções urinárias é feito com antibióticos ou quimioterápicos. Quantos dias esses medicamentos devem ser prescritos no primeiro episódio de uma infecção aparentemente benigna?

Paulo Ayrosa Galvão – O tratamento clássico para cistite não complicada em mulher são três dias de antibiótico. Considera-se um exagero manter a medicação por sete ou quatorze dias. Existem tratamentos com dose única, mas apenas 70% dos pacientes se beneficiam com ele e uma falha de 30% não pode ser desconsiderada.
No entanto, mulheres grávidas e pacientes que vão passar por intrumentalização cirúrgica, têm cálculo renal ou apresentam sinais de que a infecção está ascendendo e suspeita de pielonefrite, devem ser tratados por mais tempo.

Drauzio– Qual a porcentagem de cura com três dias de tratamento?

Paulo Ayrosa Galvão – Mais de 90% dos casos.

Drauzio – Basta o exame de urina ou é necessário pedir o antibiograma para prescrever o tratamento?

Paulo Ayrosa Galvão – Mulher jovem com os sintomas clássicos de cistite sem complicações, o médico está autorizado a tratar sem pedir exames para confirmar o diagnóstico. Basta a história clínica da paciente para indicar três dias de antibiótico. Se ela reagir bem, assunto está encerrado.
Nas infecções recidivantes, para paciente conhecida que não apresenta nenhum tipo de alteração, pode ser prescrito o mesmo tratamento por três dias sem necessidade de avaliação laboratorial.
Caso haja alguma dúvida, exame de urina acompanhado de antibiograma ajuda a identificar a bactéria e a prescrever o antibiótico mais adequado. Quando esse tratamento empírico não surte efeito, suspende-se o antibiótico e colhe-se urina para exame a fim de verificar se a bactéria é resistente e escolher o remédio mais eficaz.

Distinção entre cistite e pielonefrite
Drauzio – Como você diferencia a cistite da pielonefrite?

Paulo Ayrosa Galvão – Nem sempre é simples. Às vezes, começamos a tratar pensando que era cistite e, em poucas horas, percebemos que é uma infecção urinária mais grave.
A pielonefrite costuma provocar dor nas costas na altura dos rins, febre alta, calafrios, toxemia. De alguma forma, mulheres com cistite sentem-se mais dispostas, apesar dos sintomas. Com pielonefrite, ficam indispostas, com toxemia, calafrios, febre, náuseas e alimentando-se mal, um quadro clínico que chama mais a atenção.

Drauzio –Cistite pode provocar febre?
Paulo Ayrosa Galvão – Pode dar febre baixa e sangue na urina. Por isso, ás vezes não é fácil diferenciar a cistite da pielonefrite.   

Orientações
Drauzio – Existem algumas medidas caseiras muito antigas para aliviar o desconforto das cistites? Banho ou bolsa de água quente ajudam?

Paulo Ayrosa Galvão– O ideal é o calor local. Analgésico comum também ajuda nesse momento. Existem medicamentos próprios para as vias urinárias - alguns são anti-sépticos - que proporcionam certo conforto. Quando o paciente consulta o médico e começa a tomar antibiótico, em algumas horas apresenta melhora significativa.

Resumindo: calor local, analgésico e entrar em contato com o médico para que prescreva o antibiótico adequado, se necessário, são medidas eficazes para aliviar os sintomas da cistite.

Drauzio – A idéia de que as mulheres podem pegar infecções urinárias em banheiros públicos tem algum fundamento?

Paulo Ayrosa Galvão – Não e isso precisa ficar bem claro. Não existe a menor relação entre o uso de toalhas, piscina, etc. e infecção urinária, uma doença que não é contagiosa   
Fonte : http://www.drauziovarella.com.br/entrevistas/cistite.asp
por Paulo Ayrosa Galvão (médico nefrologista e faz parte do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo.)

ATENÇÃO - as informações contidas neste tópico são de caráter meramente informativo, não substituem a consulta médica em hipótese alguma. Converse com seu médico a respeito de seus sintomas e não inicie ou interrompa nenhuma medicação sem a prescrição e acompanhamento de seu médico!
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« Reply #5 on: February 15, 2007, 11:53:00 AM »

muito bom! O forum tá ficando ótimo.
Ilan
Fonte : http://www.drauziovarella.com.br/entrevistas/cistite.asp
por Paulo Ayrosa Galvão, que é médico nefrologista e faz parte do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo.

"Cistites são inflamações da bexiga, um dos órgãos das vias urinárias. Como se pode ver na imagem1, o sistema urinário humano é constituído pelos rins (órgão duplo com formato semelhante a um feijão), dois ureteres, canais que vão desembocar de um lado e do outro no interior da bexiga, uma espécie de bolsa onde fica armazenada a urina que é eliminada pela uretra.

Os rins são órgãos bastante irrigados. A artéria aorta que sai do coração divide-se nas artérias renais (em azul, está a veia cava) que mandam inúmeros ramos para dentro dos rins. É por causa dessa irrigação intensa que eles conseguem filtrar o sangue que volta para o coração.

As infecções podem acometer o trato urinário em qualquer altura. Dependendo da região em que se localizem, são chamadas de uretrites (na uretra), cistites (na bexiga urinária) ou pielonefrites (no parênquima renal). Na verdade, fica muito difícil fazer essa distinção, porque qualquer bactéria que penetre pela uretra tem acesso a todo o sistema urinário."

Sintomas e tratamento
Drauzio – Quais são os principais sintomas da cistite?

Paulo Ayrosa Galvão – O sintoma clássico da cistite é dor ou ardor para urinar e a necessidade freqüente de urinar eliminando apenas pequena quantidade em cada micção. Em alguns casos, o paciente pode urinar sangue ou apresentar dor na pélvis (parte baixa da barriga). A cistite, porém, pode ser absolutamente assintomática. Isso tem gerado intensa discussão a respeito da conveniência ou não de tratar esses pacientes.

Drauzio – Nos quadros clássicos de cistite, com dor e dificuldade de micção, é fácil diagnosticar e prescrever o tratamento. Quando a paciente é assintomática e os sinais de infecção aparecem num exame de urina de rotina, qual a conduta que se deve adotar?

Paulo Ayrosa Galvão – O tratamento da infecção urinária assintomática, também chamada de bacteriúria assintomática, é um assunto de extrema importância para ser discutido.

Mulheres grávidas e pacientes que serão submetidos à sondagem, a cateterismo das vias urinárias, devem ser tratados. Os outros, estamos autorizados a não tratar.
Na verdade, é um erro tratar a bacteriúria assintomática. Veja o que acontece se o indivíduo sem sintomas, que descobriu ser portador de infecção urinária por um exame de rotina, receber tratamento. Depois de duas ou três semanas com medicação, um novo exame apresentará resultado negativo. Dali a alguns meses, porém, a taxa de recolonização das bactérias pode voltar a crescer muito e ele será tratado de novo. Repetindo essa conduta, em pouco tempo, teremos criado uma bactéria altamente resistente que não responderá à ação dos medicamentos.

Pacientes assintomáticos devem ser informados que têm uma bactéria, aparentemente uma colonização delas, e que o uso de antibióticos, em vez de ajudar, pode prejudicá-los e muito. Eles precisam de orientação, acompanhamento e monitorização e não devem automedicar-se.

Drauzio – Como é dada essa orientação?

Paulo Ayrosa Galvão – Em geral, isso acontece com a mulher. O médico deve dizer-lhe que, apesar de assintomática, ela tem uma bactéria nas vias urinárias e que deve entrar em contato com ele se sentir dor ou ardor para urinar, febre ou mal-estar.
No caso do paciente idoso acamado e debilitado, a orientação é dada à família. Se ele apresentar febre, calafrios, rebaixamento do nível de consciência e ficar torporoso, o médico deve ser avisado logo porque a infecção pela bactéria pode estar dando sintomas. Enquanto não aparecerem esses eventos, não se introduz o tratamento para não criar bactérias ultra-resistentes que tornarão o quadro muito mais difícil e complicado.

Drauzio – Em que situações você indica uma avaliação do sistema urinário mais criteriosa depois de um episódio de cistite?

Paulo Ayrosa Galvão – O médico está autorizado a tratar a adolescente ou a mulher jovem com cistite sem recomendar a avaliação criteriosa. No entanto, dependendo do grau de ansiedade da paciente, pode-se prescrever um ultra-som das vias urinárias, exame não invasivo que permite verificar se existe alguma alteração anatômica.
Nos homens, a primeira infecção urinária e, nas mulheres, infecção urinária recidivante requerem investigação mais detalhada até para programar uma estratégia adequada de tratamento.

Prevenção da Cistite
Drauzio – Quais são os cuidados de higiene que especialmente as mulheres devem tomar para evitar essas infecções?

Paulo Ayrosa Galvão – Analisando os hábitos de higiene em mulheres com infecção urinária, tentou-se estabelecer quais favoreceriam o aparecimento das crises, mas não se conseguiu chegar a nenhuma conclusão consistente.

Portanto, o que se recomenda são cuidados básicos de higiene e evitar o uso de espermicidas. Mulheres com infecção urinária de repetição relacionadas com o ato sexual devem sempre urinar depois da relação.

Recomenda-se, também, que não deixem a urina parada na bexiga por muito tempo e procurem urinar com mais freqüência. É necessário também beber mais água para diluir a urina e lavar as vias urinárias.
No entanto, nada disso irá garantir que as infecções não ocorram. Parece que, nas mulheres com infecção urinária de repetição, a predisposição genética é um fator importante.   

Estresse
Drauzio – Há mulheres que relacionam estresse com infecção urinária. Isso procede?

Paulo Ayrosa Galvão – Não existe nenhum estudo consistente que estabeleça relação entre estresse e infecção urinária. Todavia, se não é causada por estresse, ela gera muito estresse. É incômodo ter cistite uma vez por mês ou a cada dois meses, com dor e desconforto, fazer exames e tratamento. A situação é tão desgastante que, quando a mulher jovem começa a ter cistite de repetição, uma das medidas que se tem mostrado eficaz é manter pequenas doses de antibióticos por semanas, às vezes por meses, como profilaxia. Embora seja uma proposta de tratamento de que nem sempre as mulheres gostam, parece que ajuda a reduzir o aparecimento e o número das infecções.

Duração do tratamento
Drauzio – O tratamento das infecções urinárias é feito com antibióticos ou quimioterápicos. Quantos dias esses medicamentos devem ser prescritos no primeiro episódio de uma infecção aparentemente benigna?

Paulo Ayrosa Galvão – O tratamento clássico para cistite não complicada em mulher são três dias de antibiótico. Considera-se um exagero manter a medicação por sete ou quatorze dias. Existem tratamentos com dose única, mas apenas 70% dos pacientes se beneficiam com ele e uma falha de 30% não pode ser desconsiderada.
No entanto, mulheres grávidas e pacientes que vão passar por intrumentalização cirúrgica, têm cálculo renal ou apresentam sinais de que a infecção está ascendendo e suspeita de pielonefrite, devem ser tratados por mais tempo.

Drauzio– Qual a porcentagem de cura com três dias de tratamento?

Paulo Ayrosa Galvão – Mais de 90% dos casos.

Drauzio – Basta o exame de urina ou é necessário pedir o antibiograma para prescrever o tratamento?

Paulo Ayrosa Galvão – Mulher jovem com os sintomas clássicos de cistite sem complicações, o médico está autorizado a tratar sem pedir exames para confirmar o diagnóstico. Basta a história clínica da paciente para indicar três dias de antibiótico. Se ela reagir bem, assunto está encerrado.
Nas infecções recidivantes, para paciente conhecida que não apresenta nenhum tipo de alteração, pode ser prescrito o mesmo tratamento por três dias sem necessidade de avaliação laboratorial.
Caso haja alguma dúvida, exame de urina acompanhado de antibiograma ajuda a identificar a bactéria e a prescrever o antibiótico mais adequado. Quando esse tratamento empírico não surte efeito, suspende-se o antibiótico e colhe-se urina para exame a fim de verificar se a bactéria é resistente e escolher o remédio mais eficaz.

Distinção entre cistite e pielonefrite
Drauzio – Como você diferencia a cistite da pielonefrite?

Paulo Ayrosa Galvão – Nem sempre é simples. Às vezes, começamos a tratar pensando que era cistite e, em poucas horas, percebemos que é uma infecção urinária mais grave.
A pielonefrite costuma provocar dor nas costas na altura dos rins, febre alta, calafrios, toxemia. De alguma forma, mulheres com cistite sentem-se mais dispostas, apesar dos sintomas. Com pielonefrite, ficam indispostas, com toxemia, calafrios, febre, náuseas e alimentando-se mal, um quadro clínico que chama mais a atenção.

Drauzio –Cistite pode provocar febre?
Paulo Ayrosa Galvão – Pode dar febre baixa e sangue na urina. Por isso, ás vezes não é fácil diferenciar a cistite da pielonefrite.   

Orientações
Drauzio – Existem algumas medidas caseiras muito antigas para aliviar o desconforto das cistites? Banho ou bolsa de água quente ajudam?

Paulo Ayrosa Galvão– O ideal é o calor local. Analgésico comum também ajuda nesse momento. Existem medicamentos próprios para as vias urinárias - alguns são anti-sépticos - que proporcionam certo conforto. Quando o paciente consulta o médico e começa a tomar antibiótico, em algumas horas apresenta melhora significativa.

Resumindo: calor local, analgésico e entrar em contato com o médico para que prescreva o antibiótico adequado, se necessário, são medidas eficazes para aliviar os sintomas da cistite.

Drauzio – A idéia de que as mulheres podem pegar infecções urinárias em banheiros públicos tem algum fundamento?

Paulo Ayrosa Galvão – Não e isso precisa ficar bem claro. Não existe a menor relação entre o uso de toalhas, piscina, etc. e infecção urinária, uma doença que não é contagiosa   
Fonte : http://www.drauziovarella.com.br/entrevistas/cistite.asp
por Paulo Ayrosa Galvão (médico nefrologista e faz parte do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo.)

ATENÇÃO - as informações contidas neste tópico são de caráter meramente informativo, não substituem a consulta médica em hipótese alguma. Converse com seu médico a respeito de seus sintomas e não inicie ou interrompa nenhuma medicação sem a prescrição e acompanhamento de seu médico!
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« Reply #8 on: June 12, 2009, 12:43:07 AM »

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