Aderências pélvicas - O que as Mulheres devem saber...

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cas:
O que as Mulheres devem saber acerca da Prevenção e do Tratamento de Aderências pélvicas

- Dor pélvica que é crónica e debilitante, e que afecta a sua saúde emocional e sexual...

- Uma infertilidade que perturba os planos que tem para a sua família, as suas expectativas e os seus sonhos para o futuro...

São estes os dois principais problemas que as aderências pélvicas pós-cirúrgicas podem causar.

As aderências pélvicas são faixas anómalas de tecido cicatricial, que se formam na pélvis e fazem com que os órgãos fiquem colados ou unidos uns aos outros. As aderências ocorrem na maioria das mulheres que são submetidas a cirurgia pélvica. E, no entanto, muitas mulheres pouco sabem acerca das aderências e não discutem o assunto com os seus médicos antes de serem submetidas a uma cirurgia ginecológica (nem mais tarde, quando se desenvolvem esses problemas). Mas deveriam fazê-lo.

As aderências são uma consequência comum, embora por vezes grave, de todos os tipos de cirurgias, incluindo os procedimentos ginecológicos mais vulgares, como a dilatação e curetagem, cesariana, histerectomia, tratamento cirúrgico da endometriose (um problema em que o revestimento uterino fica implantado fora do útero), miomectomia (remoção de fibromiomas), cirurgia dos ovários e cirurgia reconstrutiva das trompas. As aderências que se formam a seguir a uma cirurgia da zona pélvica são uma das principais causas de dor pélvica pós-operatória, infertilidade e obstrução do intestino delgado.

A incidência de aderências pós-operatórias pode, frequentemente, ser reduzida e até, por vezes, prevenida. E é extremamente importante tentar impedir a formação de aderências, uma vez que, depois de formadas, elas tendem a reaparecer, mesmo depois de terem sido removidas cirurgicamente. Ficou demonstrado que a utilização de uma barreira como a INTERCEED*, durante a cirurgia, para proteger as superfícies tissulares em carne viva quando estão a cicatrizar, constitui um dos métodos mais eficazes de redução das aderências. Estudos realizados demonstram que a barreira INTERCEED facilita, de forma significativa, as boas técnicas cirúrgicas e que a sua utilização reduz a formação de aderências em 50%, por comparação com a utilização apenas das boas técnicas. Para mais informações fale com o seu médico.

Como se formam as aderências?

Todos os órgãos abdominais e pélvicos, excepto os ovários, estão pelo menos parcialmente envolvidos numa membrana transparente denominada peritoneu. Quando o peritoneu fica traumatizado durante uma cirurgia ou de qualquer outra forma, o local que sofre o trauma fica inflamado. A inflamação é normal, fazendo mesmo parte do processo de cicatrização. Mas a inflamação também contribui para a formação de aderências, encorajando o desenvolvimento de faixas fibrosas de tecido cicatricial (denominadas matriz de fibrina).

Normalmente, estas faixas de fibrina acabam por se dissolver através de um processo bioquímico denominado fibrinólise, e o local traumatizado continua a cicatrizar. No entanto, por vezes, a natureza da cirurgia tem como resultado uma diminuição do afluxo de sangue a essas áreas (um problema denominado isquemia), que pode suprimir a fibrinólise. Se as faixas de fibrina não se dissolverem, podem transformar-se em aderências, que irão desenvolver-se ligando ou unindo órgãos ou tecidos pélvicos que normalmente estão separados.

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As aderências são frequentes?

As aderências são uma ocorrência comum após uma cirurgia pélvica ou abdominal. As aderências também são vulgares nas mulheres que sofrem de doença inflamatória pélvica (DIP), endometriose ou doenças sexualmente transmissíveis. As probabilidades de se formarem aderências após uma cirurgia e os problemas que daí podem resultar variam com base em variados factores - por exemplo, o tipo de cirurgia efectuado, o número de cirurgias efectuadas anteriormente, a técnica cirúrgica utilizada durante o procedimento e a sua própria predisposição individual para a formação de aderências.

Contudo, estudos realizados demonstraram que a maioria das mulheres submetidas a cirurgia ginecológica irá ser afectada pela formação de aderências, embora em diferentes graus. Por exemplo, numa revisão de seis estudos onde estiveram envolvidas pacientes que tinham sido submetidas a cirurgia reconstrutiva pélvica, entre 55% e 100% destas pacientes desenvolveram aderências no prazo de seis meses após a cirurgia - sendo que, frequentemente, estas aderências se tornaram evidentes no prazo de apenas algumas semanas.

Que problemas podem ser causados pelas aderências?

Embora a maioria das aderências não causem problemas, podem dar origem a toda uma variedade de complicações potencialmente graves, incluindo:


* Dor pélvica: As aderências são uma causa muito comum de dor pélvica - calcula-se que cerca de 38% das mulheres que sofrem de dor pélvica têm aderências. As aderências causam dor pélvica porque unem órgãos e tecidos que normalmente estão separados, "atando-os", essencialmente, de forma a que as pressões e os estiramentos inerentes aos movimentos do dia a dia irritam os nervos que se encontram mais próximos.

* Dor durante as relações sexuais: As aderências também podem causar dores durante as relações sexuais (um problema denominado dispareunia).

* Infertilidade: As aderências que se formam em resultado de alguns tipos de cirurgia ginecológica, especialmente cirurgias das trompas e cirurgias para remoção de fibromiomas (miomectomias), são uma causa muito comum de infertilidade. As aderências entre os ovários, as trompas de Falópio ou as paredes pélvicas podem bloquear a passagem do óvulo dos ovários para as trompas de Falópio e através destas. As aderências em torno das trompas de Falópio também podem dificultar ou impossibilitar a chegada do esperma ao óvulo.

* Obstrução intestinal: A formação de aderências afectando o intestino é particularmente frequente após a histerectomia. Embora estas aderências normalmente não dêem origem a problemas, pode efectivamente desenvolver-se um problema grave. Este problema denomina-se obstrução intestinal (um bloqueio do intestino que limita ou impede a passagem do respectivo conteúdo) e pode ocorrer alguns dias ou muitos anos após uma cirurgia. Os sintomas de obstrução intestinal podem incluir dor, náuseas e vómitos.

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O que pode causar aderências?

Endometriose
A endometriose é uma condição em que porções de tecido semelhante ao endometrio se unem às superfícies de outros órgãos na pélvis (como os ovários e as trompas de Falópio) e na cavidade abdominal. A endometriose pode desenvolver-se com estimulação hormonal, provocando dor, inflamação e tecido cicatricial, e também pode provocar infertilidade.

Cirurgia Pélvica
A maior parte dos tipos de cirurgias pélvicas ou abdominais pode levar à formação de aderências. Estes incluem as cirurgias efectuadas por laparoscopia, que envolvem a introdução de um tubo com luz e uma lente de ampliação através de uma pequena incisão no umbigo, ou por laparotomia, que envolve uma incisão tradicional no abdómen.

Após uma cirurgia, podem formar-se aderências em qualquer superfície da pélvis e do abdómen. No entanto, alguns órgãos têm maior probabilidade do que outros de desenvolver aderências. Os procedimentos ginecológicos comuns que estão associados à formação de aderências incluem:

* Histerectomia: A histerectomia é um procedimento cirúrgico para remoção do útero e também pode ser efectuada em simultâneo com a remoção de um ou dos dois ovários. As aderências que se formam após este procedimento podem ligar-se ao intestino delgado, dando origem a dor pélvica, obstipação e, por vezes, complicações mais graves - obstrução do intestino delgado (bloqueio do intestino que limita ou impede a passagem do conteúdo do intestino). A obstrução intestinal pode ocorrer pouco tempo depois da cirurgia ou pode desenvolver-se muitos anos mais tarde.

* Dilatação e Curetagem: é um procedimento cirúrgico no qual o médico dilata (abre) o colo do útero e raspa o tecido que cobre o revestimento do útero (curetagem). Podem formar-se aderências após uma dilatação e curetagem em resposta ao trauma infligido na parede uterina.

 * Cesariana: Também podem formar-se aderências após um parto por cesariana. Estas aderências geralmente não provocam dores. No entanto, por vezes, podem dificultar posteriores partos por cesariana, porque o médico tem de cortar através das aderências para chegar ao útero e ao bebé, o que pode aumentar a duração do procedimento e o tempo durante o qual a mãe e o bebé estão sob anestesia.

* Cancro dos ovários: Geralmente, a cirurgia dos ovários é efectuada para remoção de quistos nos ovários (pequenos sacos, cheios de fluido, que crescem nos ovários). O ovário é um dos locais onde se formam aderências com mais frequência. A formação de aderências após uma cirurgia pode dar origem a dores pélvicas, dores durante as relações sexuais e infertilidade.

* Endometriose: A endometriose é uma doença em que porções de tecido endometrial (membrana mucosa que reveste o interior do útero e reage às alterações hormonais mensais) se implantam fora do útero - geralmente nos ovários, na bexiga e nas trompas de Falópio. Esta condição pode estar associada a aderências densas e a infertilidade.

* Miomectomia: A miomectomia é um procedimento cirúrgico destinado a remover fibromiomas do útero. A formação de aderências no local da incisão no útero é uma complicação comum deste procedimento. Estas aderências também podem afectar os ovários e as trompas de Falópio, causando potencialmente infertilidade e dores pélvicas.

* Cirurgia reconstrutiva das trompas: A reparação das trompas de Falópio bloqueadas é um procedimento delicado que inclui, muitas vezes, a remoção de aderências existentes. Infelizmente, a cirurgia propriamente dita também pode conduzir à formação de novas aderências e às complicações que elas podem causar, como as dores pélvicas e a infertilidade.

Se vai ser submetida a uma destas cirurgias futuramente, não se esqueça de falar com o médico sobre a prevenção contra a formação de aderências.

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Como podem ser prevenidas as aderências pélvicas?
Os cirurgiões utilizam vários métodos para evitar a formação de aderências. A combinação de uma técnica cirúrgica cuidadosa e precisa com a utilização de uma barreira física para separar as superfícies tissulares durante a cicatrização tem demonstrado ser a forma mais eficaz de prevenir as aderências.

* Técnicas microcirúrgicas: Os cirurgiões desenvolveram técnicas microcirúrgicas concebidas para minimizar traumas, isquemia (perda de aporte sanguíneo) e superficies em carne viva no local da cirurgia, e para reduzir as probabilidades de hemorragia, infecção ou corpos estranhos (por exemplo, material de sutura, resíduos de esponjas ou talco de luvas cirúrgicas), que também podem dar origem a inflamação e à formação de aderências. Por exemplo, os cirurgiões esforçam-se por minimizar o manuseamento de tecidos, utilizar instrumentos delicados e a função de ampliação, assim como por manter os tecidos humedecidos durante todo o procedimento. No entanto, embora seja importante uma boa técnica cirúrgica, muitas vezes não é suficiente para prevenir a formação de aderências.

* Métodos de barreira: Para aperfeiçoar uma boa técnica cirúrgica, a utilização de uma barreira para proteger as superfícies tissulares em carne viva à medida que elas vão cicatrizando tem demonstrado ser um dos métodos mais eficazes para redução de aderências. Essas barreiras são constituídas por um material semelhante a um tecido, muito leve, que pode ser colocado no local da cirurgia. Este tecido protege e separa as superfícies onde é provável que se formem aderências. O tecido dissolve-se lentamente à medida que a incisão cirúrgica vai cicatrizando.

O que devo perguntar ao meu médico acerca das aderências?
É importante relembrar que, apesar de as aderências serem um resultado vulgar das cirurgias ginecológicas, não são inevitáveis. Mesmo que se formem aderências, nem sempre elas causam dor ou outros problemas. Até agora, nenhum método conseguiu ainda prevenir as aderências em 100% das vezes. A sua história clínica, incluindo quaisquer cirurgias anteriores, e o seu estado actual, assim como as opções cirúrgicas, são apenas alguns dos factores a ter em consideração quando estiver a avaliar, juntamente com o seu médico, o risco que corre de desenvolver aderências e determinar a abordagem de tratamento que melhor se adequa à sua situação.

Como as aderências são uma complicação comum e potencialmente grave, é muito importante falar sobre elas com o seu médico e ficar a saber o máximo possível sobre aquilo que ele pensa fazer para reduzir as probabilidades de formação de aderências. Pode ser útil estar preparada para fazer as seguintes perguntas:

* Qual a probabilidade de se formar aderências em consequência desta intervenção cirúrgica?
* O que pode ser feito durante a intervenção para ajudar a prevenir a formação de aderências?
* A utilização de um método de barreira para prevenção de aderências é adequada ao meu caso?
* Quais são os sintomas de aderências para os quais devo estar alerta enquanto estiver a recuperar da intervenção cirúrgica?

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Como são tratadas as aderências?


A única forma de tratar as aderências consiste em removê-las ou separá-las através de cirurgia. Este procedimento denomina-se adesiólise/lise de aderências.

Estudos têm demonstrado que as pacientes com dores pélvicas e aderências graves podem apresentar uma redução acentuada dos sintomas após adesiólise laparoscópica. Além disso, a infertilidade devido a aderências pélvicas pode ser tratada com sucesso através de adesiólise/lise de aderências em aproximadamente 40-60% das pacientes.

No entanto, uma das razões pelas quais as aderências são tão problemáticas é o facto de, em mais de 70% dos casos, elas voltarem a formar-se após a adesiólise. Consequentemente, a prevenção da formação de aderências tem uma importância crucial.

Esperar bons resultados cirúrgicos

As aderências pélvicas (faixas de tecido cicatricial que se formam no pélvis e fazem com que os órgãos fiquem colados ou unidos uns aos outros) são uma consequência comum, embora por vezes grave, de todos os tipos de cirurgias, incluindo os procedimentos ginecológicos mais vulgares, como, por exemplo, a cesariana, a histerectomia, o tratamento cirúrgico da endometriose (uma condição na qual o revestimento do útero se implanta fora do útero), a miomectomia (remoção de fibromiomas), a cirurgia dos ovários e a cirurgia reconstrutiva das trompas. As aderências que se formam a seguir a uma cirurgia da zona pélvica são uma das principais causas de dor pélvica pós-operatória, infertilidade e obstrução do intestino delgado - tudo problemas que, por vezes, podem dar origem a novas cirurgias e a hospitalização.

A prevenção das aderências é uma das coisas que deve discutir com o seu médico durante a fase de preparação de uma cirurgia ginecológica.

 A incidência de aderências pós-operatórias pode, frequentemente, ser reduzida e até, por vezes, prevenida. E é extremamente importante tentar impedir a formação de aderências, uma vez que, depois de formadas, elas tendem a reaparecer, mesmo depois de terem sido removidas cirurgicamente.

Ficou demonstrado que a utilização de uma barreira durante a cirurgia, para proteger as superfícies tissulares em carne viva quando estão a cicatrizar, constitui um dos métodos mais eficazes de redução das aderências.

A barreira INTERCEED é constituída por uma "película" semelhante a um tecido, muito leve, que pode ser colocada no local cirúrgico. Esta película ajuda a prevenir as aderências pós-operatórias, protegendo e separando as superfícies onde é mais provável formarem-se aderências. Depois, a barreira INTERCEED é absorvida pelo organismo durante o processo de cicatrização. Estudos realizados demonstram que a barreira INTERCEED facilita, de forma significativa, as boas técnicas cirúrgicas e que a sua utilização reduz a formação de aderências em 50%, por comparação com a utilização apenas das boas técnicas.

Fonte: http://www.saudedamulher.com.pt/bgdisplay.jhtml?itemname=adhesions_pelvic_pain_prevention
http://www.saudedamulher.com.pt/

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