Forum Endometriose - 2012, 2013 & 2014
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Author Topic: cisto hemorragico e endometriose  (Read 49310 times)
fifidolly
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« on: August 02, 2007, 11:28:51 AM »

Existe alguem que além da endometriose também tem ou teve cisto hemorrágico?
Meu primeiro problema foi um cisto hemorragico que se rompeu, fiz uma laparoscopia e na época não existia sinal de endometriose, passados 4 anos descobri a endo, mas logo após a cirurgia já comecei a apresentar sintomas que foram piorando progressivamente.
os médicos dizem ser coisas distintas, no entanto, ha quase 2 meses apresentei outro cisto hemorragico que n~~ao se rompeu, com a GRaça de Deus!!!
mas alguem mais apresenta os dois problemas. ]
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Buguinha
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« Reply #1 on: August 02, 2007, 02:15:03 PM »

Olá, eu tenho endometriose e um cisto hemorrágico também, inclusive ontem fui no gineco e ele me explicou que são coisas distintas mesmo.
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By@RJ
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« Reply #2 on: August 19, 2007, 08:25:29 PM »

desculpem minha "ignorância"... mas o que é cisto hemorrágico? são tantos nomes, tantas coisas a respeito desta endo que fico maluquinha! Cisto hemorrágico não teria nada aver c/a endo, é isso? esta história de cisto me interessa pq estou com 2 grandes nos ovários, em cd 1 deles. Na minha ultra saiu "... cistos de formatos complexos (endometrioma?)". Ou seja, se a ultra não "sabe", imaginem eu! rs. Já fiz a ressonância p/ajudar no diagnóstico, mas só fica pronta semana que vem. Só sei que, hemorrágico, endometrioma ou outro nome qualquer, eles doem mto, mto mesmo! Ardem a toda hora! E tenho sentido um pouco de enjoo tb... alguém sente isso? Bjs meninas!  Kiss
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By@RJ
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Valéria
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« Reply #3 on: August 22, 2007, 11:38:38 PM »

Fiquei impresionda!!!Tbm tive a mesma coisa...Será que existe alguma ligação entre o cisto hemorrágico e a endo?
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ro
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« Reply #4 on: January 04, 2008, 05:58:00 PM »

ola tenho as duas coisas e estou esperando o resultado do exame PA-125 (acho que eh isso), para saber que caminho cirurgico seguir, mas nao estou certa se por video será melhor....e se houver alguma outra coisa que nao apareça n seria mais interessante fazer por ceu aberto:?
vc fez como?
abraço

ahhh to morrendo de dores...absurdas!
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coelho.camila
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« Reply #5 on: May 26, 2009, 12:30:55 PM »

Olá meninas

Bem, minha história começou em 01/2007 quando tive um cisto hemorrágico e em emergência fui submetida á uma videolaparoscopia para conter a hemorragia. Em aproximadamente 6 meses pós cirurgico comecei a sentir dores como cólicas; com um batalhão de exames nada foi localizado. Em Agosto de 2008 fiz outra videolaparoscopia com suspeita de endometriose e aderencia (devido á primeira video); foi constatado apenas aderência e desfeita. No começo de fevereiro deste ano (2009), novamente voltei a sentir as mesmas dores, então meu médico disse que em atuais estudos pode-se comprovar que esse tipo de dor, em média de 5 anos com certeza virá uma endometriose.
Irei começar meu tratamento com ZOLADEX e espero que a dor diminua, e assim volte minha vida ao normal.

Portanto, concluo, depois de pesquisar TODA A INTERNET, médicos diversos, amigos e etc; que é bem provável que tenha algum tipo de ligação SIM entre o cisto hemorragico e a endometriose. Não que seja o unico meio, mas acredito q seja um deles.

Espero ter ajudado alguém; e fico á disposição caso precisem.

Bj

Camila (coelho.camila@gmail.com)
Existe alguem que além da endometriose também tem ou teve cisto hemorrágico?
Meu primeiro problema foi um cisto hemorragico que se rompeu, fiz uma laparoscopia e na época não existia sinal de endometriose, passados 4 anos descobri a endo, mas logo após a cirurgia já comecei a apresentar sintomas que foram piorando progressivamente.
os médicos dizem ser coisas distintas, no entanto, ha quase 2 meses apresentei outro cisto hemorragico que n~~ao se rompeu, com a GRaça de Deus!!!
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dero
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Tento não me desanimar!


« Reply #6 on: May 29, 2009, 09:18:03 AM »

desculpem minha "ignorância"... mas o que é cisto hemorrágico? são tantos nomes, tantas coisas a respeito desta endo que fico maluquinha! Cisto hemorrágico não teria nada aver c/a endo, é isso? esta história de cisto me interessa pq estou com 2 grandes nos ovários, em cd 1 deles. Na minha ultra saiu "... cistos de formatos complexos (endometrioma?)". Ou seja, se a ultra não "sabe", imaginem eu! rs. Já fiz a ressonância p/ajudar no diagnóstico, mas só fica pronta semana que vem. Só sei que, hemorrágico, endometrioma ou outro nome qualquer, eles doem mto, mto mesmo! Ardem a toda hora! E tenho sentido um pouco de enjoo tb... alguém sente isso? Bjs meninas!  Kiss

nOSSA TEBM TENHO ENJOO....UM POUCO SERÁ Q É DEVIDO O CISTO Q TENHO O ULTRASSON Q FIZ DEU CONCLUSÃO ASSIM: CISTO EM ANEXO DIREITO ( ENDOMETROTICO? HEMORRAGICO? ABCESSO? ) E OVARIO ESQUERDO MICROPOLICISTICO;
 CONFESSO Q ESTOU MALUQUINHA COM ESTE DIAGNOSTICO ALGUEM PODE ME AJUDAR???
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cas
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« Reply #7 on: May 30, 2009, 02:51:27 PM »

FONTE: http://www.endolaser.com.br/saude.htm

Cistos Normais no Ovário


Estou com cisto no ovário! E agora?


"Pois é! Vocês já viram como as mulheres têm cistos nos ovários? O quê? Você tem e está assustada com isso? Mas será que é um tipo de cisto que pode ser problema ou é um daqueles que as mulheres "fabricam" normalmente todos os meses? Ah, você não sabia que isto acontece? Na maioria das vezes, a presença de um cisto nada mais significa do que uma correta atividade hormonal, uma adequação das atividades fisiológicas na mulher.
Mas qual será a forma que temos para avaliar se um cisto é ou não significativo em termos de doença? Bem, inicialmente devemos saber como é que as coisas funcionam fisiologicamente, ou seja, dentro dos padrões de normalidade. Vamos lá?

É preciso que comecemos de algum ponto e nada melhor do que o início de mais uma menstruação para fazer isso! No sentido de se falar a mesma linguagem em todo o mundo, convencionou-se que o primeiro dia da menstruação é o primeiro dia do ciclo. Lembremos ainda que, na mulher que apresenta seus ciclos menstruais regulares, existe toda uma atividade hormonal (cíclica) que dura, na maioria das vezes, 28 dias.

Perto do 14º dia, ele tem cerca de 2 cm de diâmetro e, a partir da liberação em maior quantidade de um outro hormônio chamado LH (Hormônio Luteinizante - também produzido pela hipófise), ocorre a ruptura do folículo, com liberação do óvulo que deve ser captado pela trompa. Aliás, esse fenômeno pode ser acompanhado de uma sensação de peso e, às vezes, até de uma dor intensa no baixo ventre, a chamada "dor do meio" ou "dor ovulatória". Vale lembrar que, nos dias anteriores à ovulação, a vagina da mulher fica mais úmida, surgindo uma secreção igual à clara de ovo. Não raro, também pode ser percebido um pequeno sangramento no dia da ovulação. A partir daí, começa a segunda fase do ciclo, que termina com a menstruação seguinte.

Neste período, que vai do 14º ao 28º dia, novas alterações acontecem. A primeira, e uma das mais importantes, é a formação, horas depois da ovulação, de um novo cisto (amarelado) no mesmo local que o anterior, que é o chamado cisto de corpo lúteo (palavra derivada do latim, que significa amarelo), responsável pela produção da progesterona. E sabem o que ela faz? Caso a mulher engravide, é ela que "alimenta" o ovo (garantindo sua sobrevivência), até que ele se implante no útero e a placenta assuma esse papel. Se não engravidar, ela será a grande responsável pelos sinais e sintomas que aparecem na Síndrome da Tensão Pré-menstrual. Felizmente não são todas as mulheres que sofrem disso.

Algumas características são interessantes neste tipo de cisto: a primeira é que, muitas vezes, existe um sangramento dentro dele, fazendo com que contenha até pequenos coágulos. A segunda, é que seu diâmetro médio é maior que o do cisto folicular (ao redor de 3,5 cm, mas podendo chegar a 6 - 7 cm). Ora, em uma eventual avaliação ultrassonográfica no período pré-menstrual, mesmo que não exista qualquer sintoma, esse fato será motivo de muita apreensão! O interessante é que, via de regra, eles desaparecem com a menstruação seguinte. Esse é o motivo que nos leva a dizer que as mulheres devem evitar fazer esse tipo de exame fora do período compreendido entre o 6º e o 10º dia do ciclo, a menos que exista um motivo bem específico para isso!

Agora, vale lembrar uma outra coisa: sempre que a mulher ovula, e caso não engravide, ela necessariamente menstrua. Entretanto, o inverso não é verdadeiro: o fato de existir menstruação não garante que tenha havido ovulação! Aliás, por mais regulares que sejam os ciclos de uma mulher, em 1 ano ela deixa de ovular pelo menos 2 ou 3 vezes. Acontece que houve todo o estímulo para que isso ocorresse, ou seja, houve crescimento do folículo, sem ter havido rotura do mesmo. Nesse caso, há reabsorção do líquido que foi sendo acumulado nos primeiros 14 dias, só que não totalmente.

O fim desse processo é a formação de uma "mini-bexiginha" conhecida como microcisto! É, você pode ter certeza: quase TODAS as mulheres têm microcistos e, portanto, eles são encontrados em quase todas as ultrassonografias. Efetivamente, somente em poucas situações é que isso pode ser um problema.

Ah, em tempo: não se esqueça de que, apesar de todas essas informações, você não deve deixar de ouvir a opinião de seu médico, que certamente saberá orientá-la sobre alguma alteração em seu exame ultrassonográfico.

Bem, vimos neste texto alguns aspectos dos cistos que são absolutamente normais. O próximo é sobre os cistos anormais, que devem receber mais atenção por parte das pessoas que os possuem, bem como de nós, médicos.

Marco Antonio Lenci
Reginaldo Guedes Coelho Lopes
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Cas
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« Reply #8 on: May 30, 2009, 02:53:46 PM »

Cistos Anormais dos Ovários

No artigo anterior foram abordados os cistos fisiológicos dos ovários, ou seja, os que naturalmente surgem e desaparecem durante o “mês menstrual”. Entretanto, alguns outros merecem especial atenção pois sua presença significa anormalidade.

Se você for portadora de um cisto considerado anormal é interessante saber duas coisas:

- a primeira é que o têrmo “tumor” deve ser entendido como uma palavra técnica que designa qualquer crescimento anômalo, não necessariamente associado a câncer.

- a segunda é que compreenda onde é que se enquadra o seu cisto, quais os tipos que existem e por quê devem ser acompanhados de perto e tratados. Para melhor compreensão, serão abordados separadamente.


Ovários policísticos - como já foi visto, um número enorme de mulheres têm microcistos, sem que isso seja um problema. Entretanto, caso esse número ultrapasse o considerado fisiológico, há um aumento global no tamanho dos ovários e concomitantemente uma maior dificuldade no processo de ovulação, com formação de mais microcistos. Vemos que acaba de se formar um ciclo vicioso e como consequência prática há variações hormonais que, por sua vez, determinam alterações físicas, como por exemplo: acne, aumento de pêlos, ganho de peso (ou dificuldade na perda) e irregularidades menstruais (ciclos mais longos e até ausência de menstruação). Em alguns casos, também pode haver infertilidade. A esse conjunto de alterações dá-se o nome de Síndrome dos Ovários Policísticos, que pode se apresentar em vários estágios de gravidade.

Cisto dermóide (ou teratoma) - é um tipo muito particular de cisto e um dos tumores benignos mais freqüentes. Ele surge a partir do desenvolvimento de células que restaram da fase embrionária da menina e que subitamente começam a se multiplicar. É como se elas acordassem de um longo período de hibernação, o que ocorre em torno da 2a – 4a década de vida. Ainda não se descobriu por quê, nem como isso acontece. Sabe-se, entretanto, que ele abriga vários tipos de estruturas como pêlos, tecido gorduroso, dente, pedaços de ossos e cartilagem. Como geralmente cresce na intimidade do ovário há, obrigatoriamente, uma distensão do mesmo. Ora, se isso não for bloqueado, o ovário acaba virando a própria “cobertura” do cisto, o que faz com que ele, enquanto órgão, praticamente desapareça! Além disso, o teratoma freqüentemente é bilateral e sua malignização ocorre em mais de 10% dos casos.

Endometrioma - é um cisto cujo conteúdo é formado por um líquido semelhante a chocolate derretido. É decorrente de uma doença chamada endometriose, na qual o tecido que reveste a parte interna do útero (e que é eliminado a cada menstruação), encontra-se localizado fora dele, neste caso, no ovário. Como o tecido endometrial é estimulado a se desenvolver através do hormônio feminino (estrógeno), o crescimento desse tipo de cisto tende a ocorrer mês após mês, podendo chegar, da mesma forma como acontece com o teratoma, a fazer com que o ovário praticamente desapareça, passando a existir somente o cisto.

Cistoadenoma - relativamente freqüente, é um cisto benigno que geralmente produz muito líquido e, muitas vezes, com um crescimento relativamente rápido, podendo chegar a ter 20-30 centímetros em poucos meses! Por este motivo, deve ser diagnosticado e tratado com certa brevidade.


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Cas
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« Reply #9 on: May 30, 2009, 02:55:48 PM »

Na maioria das vezes os cistos de ovário são “silenciosos”, ou seja, não dão nenhum tipo de sintoma ou sinal. Entretanto, algumas coisas podem sugerir sua presença:

*Sensação de peso, inchaço ou dor no baixo ventre (em um ou ambos os lados).
*Aumento do volume abdominal.
*Dor durante a relação sexual.
*Aumento de pêlos no rosto ou em qualquer outra parte do corpo (geralmente em locais em que habitualmente só os homens têm).
*Dor aguda, severa, febre e/ou vômitos - quando relacionados com cisto de ovário, podem sinalizar a presença de hemorragia ou torção do órgão.

O diagnóstico pode ser feito com o exame físico, quando o médico avalia o tamanho dos ovários e/ou através da ultrassonografia. O último recurso utilizado para sua confirmação é a videolaparoscopia.

Finalmente há alguns aspectos a serem considerados, e que determinarão o tipo de tratamento:

*Tamanho e tipo do cisto (são fatores determinantes na terapêutica).

*Idade da mulher (se a mesma está em idade reprodutiva ou na menopausa).

*Desejo de engravidar.

*Estado geral de saúde.

*Severidade dos sintomas.

Ao contrário do que acontece com os cistos fisiológicos, os acima relacionados não desaparecem e, portanto, requerem um tratamento específico, como é o caso dos microcistos, que muitas vezes regridem com medicação antroposófica, homeopática ou hormonal (pílula anticoncepcional).

Já, o teratoma, o endometrioma e os cistoadenomas só podem ser tratados cirurgicamente e, sempre que possível, a via de acesso preferida é a endoscópica (videolaparoscopia). Quando diagnosticados precocemente, estes cistos não chegam a crescer a ponto de comprometer totalmente o ovário que, por ser um órgão de extrema importância, pode E DEVE ser conservado. Desta forma, será feita exclusivamente a retirada do cisto, preservando-se o tecido ovariano normal."

Marco Antonio Lenci
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« Reply #10 on: May 30, 2009, 02:58:15 PM »

Folha de S. Paulo - 29/10/2007
Jornalista: MÁRCIO PINHO

"Um estudo de doutorado feito no HC (Hospital das Clínicas) de São Paulo mostrou que cistos benignos de ovário relativamente grandes, com diâmetros entre 5 cm e 10 cm e que costumam ter indicação cirúrgica, podem ser tratados de forma eficaz por tratamento clínico e pela técnica de punção.

A pesquisa da ginecologista Lúcia Helena Chnee, doutora pela Faculdade de Medicina da USP, revela que esses métodos evitaram cirurgias em 73,2% dos casos. Todas as 71 pacientes tratadas tinham entre 19 e 70 anos de idade e cistos benignos ao ultra-som, com tamanhos entre 5 cm e 10 cm.

O estudo consistiu no equilíbrio clínico da paciente e no tratamento hormonal-ginecológico. Na reavaliação feita três meses depois, a maioria das pacientes foi submetida à punção -técnica usada na fertilização in vitro para retirada de óvulos. Por meio de uma agulha introduzida pela vagina, o interior dos cistos foi aspirado.

"A tendência da medicina hoje é ser mais preventiva que curativa, porque a riqueza diagnostica dá mais segurança. Antes, quando observava-se aumento abdominal, já era indicada a cirurgia", afirma.

Segundo ela, quando um cisto tem menos de 3 cm, o tratamento hormonal é o indicado. Nos maiores que 5 cm, a conduta varia e muitos médicos recomendam cirurgias. "Um tratamento clínico, que pode ser acompanhado de punção, evita inconvenientes da operação."

Esses métodos, entretanto, não são a solução para todas as pacientes. Cerca de 500 mulheres com cistos foram analisadas no HC e só 71 com indicação para os tratamentos participaram da pesquisa. Houve critérios de seleção como exames de marcadores tumorais, hormonais e ultra-sonográficos.

Das 71 participantes, 19,8% tiveram o retorno do cisto no prazo de um ano e receberam indicação cirúrgica. Os 7% restantes tiveram indicação direta devido a alterações nos exames. "Outros autores usaram essa técnica com resultados não tão bons porque não foram rigorosos na seleção dos cistos a serem "puncionados" e não levaram em conta o tratamento clínico. Uma conduta médica não pode ser aplicada a todos", diz.

Segundo Ayrton Pastore, imaginologista com formação clínica, a punção é uma técnica usada pelos médicos, mas com critérios. Ele diz que a técnica também tem taxa de recidiva (reaparecimento do problema), que é de cerca de 40% quando o cisto é volumoso. A possibilidade pode diminuir se tratada a disfunção hormonal.

A indicação deve levar em conta o perfil da paciente e da doença. Geralmente é indicada para quem tem cisto com aspecto benigno e não quer operar, já fez cirurgia que não resolveu, está com dor ou não responde a medicamentos", diz.

Em casos em que há suspeita de que o tumor seja maligno, a punção é desaconselhada e há recomendação cirúrgica.

"A punção, técnica que mostrou bons resultados aliada a um tratamento clínico na pesquisa feita no Hospital das Clínicas, não é unanimidade entre os médicos.

Nilson Roberto de Melo, presidente da Federação Brasileira das Associações de Obstetrícia e Ginecologia, diz que nem sempre é necessário fazer um procedimento quando se tem um cisto simples "maior".
"Se ele tem cerca de 7 cm, sem nenhuma característica de malignidade, todos os exames foram feitos e não foi detectado nenhuma característica de malignidade, o médico também pode observar", diz. "No caso de a paciente estar muito ansiosa ou angustiada, aí pode-se recomendar uma cirurgia ou uma punção."

A opinião é semelhante à do chefe do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa de São Paulo, Tsutomu Aoki. Ele afirma que é possível receitar um tratamento e esperar a evolução antes de fazer qualquer coisa.

"Às vezes você acha que o tumor é simples mas pode encontrar alguma lesão na superfície do ovário em uma laparoscopia. Por isso é importante fazer um somatório de exames, um diagnóstico completo do problema", diz."
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Cas
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